A Casas Bahia terminou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 496 milhões, 34,4% pior que o registrado um ano antes, apesar da subida de 7,3% da receita líquida, para R$ 6,86 bilhões. A receita bruta foi de R$ 8,17 bilhões, aumento de 7,1% no ano. A companhia foi afetada negativamente pela piora de 43,8% das despesas financeiras, para R$ 1,06 bilhão, em revérbero do aumento de perdas ligadas aos juros com fornecedores de convênio, ao Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) e a despesas com descontos de recebíveis.
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Em nota, a varejista ressaltou que, apesar de contabilizar juros das dívidas financeiras de debêntures no balanço, não houve desembolso de caixa com juros no período, devido à carência prevista em seus instrumentos financeiros.
Os custos dos bens e serviços vendidos de R$ 4,75 bilhões também prejudicaram o resultado, ao simbolizar progresso de 9,9% perante o atingido entre julho e setembro de 2024.
O resultado antes de juros, impostos, desdoiro e amortização (Ebitda, na {sigla} em inglês) totalizou R$ 536 milhões, melhora de 18,8% na base anual. A margem do indicador expandiu-se 0,8 ponto percentual, chegando em 7,8%.
A dívida líquida ajustada recuou na confrontação com o trimestre imediatamente anterior, saindo de R$ 4,95 bilhões para R$ 4,48 bilhões. A alavancagem — medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda — foi de 2,2 vezes para 1,9 vez, na mesma confrontação.