O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que muitos países no mundo estão olhando para seus índices de inflação e pontuou que o Brasil conseguiu fazer uma convergência razoável à meta de inflação com pouco custo para a sociedade.
“Isso depende, pois é um número alto, mas acredito que nessas últimas etapas do final, o processo é parecido em muitos lugares. O que estamos vendo em muitos países é esse processo inflacionário que ocorre junto com o pleno emprego. E é algo que não acontece com frequência. Então todos estão tentando acessar e entender como será a reação da inflação com o mercado de trabalho tão apertado. Ainda temos muito estímulo fiscal por aí. Ainda temos economias excessivas do que foi feito durante a pandemia”, explicou Campos Neto em entrevista à CNBC dos Estados Unidos.
“Então, no geral, acho que muitos lugares estão olhando para as mesmas variáveis. No caso do Brasil, a impressão foi melhor. E dada a tradição e a história de alta inflação no país, acho que fizemos uma convergência razoável, com pouco custo para a sociedade”, acrescentou.
Na mesma entrevista, Campos Neto destacou que a inflação está alinhada com as expectativas do BC. “A inflação de serviços ainda está alta, e como o mercado de trabalho está um pouco apertado, estamos tentando entender o que está acontecendo com a inflação de serviços. Nos bens, a inflação está caindo. Nos preços dos alimentos, o índice subiu, mas agora está caindo. Acho que a inflação está alinhada com o que esperamos”, finalizou.
Campos Neto tentou explicar na entrevista o motivo por trás de a Selic, a taxa básica de juros, estar num patamar elevado no Brasil. Atualmente, a Selic está em 11,25% ao ano.
Na avaliação dele, a explicação é que há uma "grande diferença" entre as taxas reais e as taxas neutras no país.
"As pessoas observam as taxas nominais e reais. Mas o que devemos considerar é que as taxas neutras no Brasil são mais elevadas. E para a política monetária, o que importa não é a taxa real, mas a diferença entre a taxa neutra e a taxa real que você tem", respondeu Campos Neto.
"Ao olhar para isso, nossa diferença é de fato menor do que a de muitos outros lugares na América Latina. Porque nossa taxa neutra é muito mais alta do que a de muitos outros países. Então, quando pensamos no que acontece com as taxas a longo prazo, o que precisamos fazer é elaborar políticas para baixar a taxa estrutural, a taxa neutra", complementou.
Campos Neto comentou o assunto porque, há alguns dias, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros de 10,75% para 11,25% ao ano. Após a publicação da ata do Copom, o diretor do Banco Central (BC) Gabriel Galípolo afirmou que a posição no momento é de consumir dados e decidir “reunião a reunião”, sem dar uma orientação de passos futuros.
Campos Neto tentou explicar, na entrevista, o motivo por trás de a Selic, a taxa básica de juros, estar num patamar elevado no Brasil. Atualmente, a Selic está em 11,25% ao ano.
Na avaliação dele, a explicação é que há uma "grande diferença" entre as taxas reais e as taxas neutras no país. "As pessoas observam as taxas nominais e reais. Mas o que devemos considerar é que as taxas neutras no Brasil são mais elevadas. E para a política monetária, o que importa não é a taxa real, mas a diferença entre a taxa neutra e a taxa real que você tem", respondeu Campos Neto.
"Ao olhar para isso, nossa diferença é de fato menor do que a de muitos outros lugares na América Latina. Porque nossa taxa neutra é muito mais alta do que a de muitos outros países. Então, quando pensamos no que acontece com as taxas a longo prazo, o que precisamos fazer é elaborar políticas para baixar a taxa estrutural, a taxa neutra", complementou.
Campos Neto comentou o assunto porque, há alguns dias, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros de 10,75% para 11,25% ao ano. Após a publicação da ata do Copom, o diretor do Banco Central (BC) Gabriel Galípolo afirmou que a posição no momento é de consumir dados e decidir “reunião a reunião”, sem dar uma orientação de passos futuros.