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Buffett: EUA não deveriam usar ‘comércio como arma’ para desagradar o mundo todo | Finanças

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 03/05/2025 às 11:40 · Atualizado há 2 dias
Buffett: EUA não deveriam usar ‘comércio como arma’ para desagradar o mundo todo | Finanças
Foto: Reprodução / Arquivo

O megainvestidor Warren Buffett disse hoje na assembleia anual de acionistas da Berkshire Hathaway, diante de uma plateia de 40 mil investidores em Omaha (Nebrasca), que os Estados Unidos não deveriam usar o "comércio como uma arma” para desagradar o mundo todo, como faz atualmente o presidente Donald Trump com sua guerra tarifária.

"É um grande erro, na minha opinião, quando você tem 7,5 bilhões de pessoas que não gostam muito de você e 300 milhões que estão se gabando do que fizeram", disse Buffett.

Para o veterano investidor, de 94 anos, os EUA deveriam procurar o caminho do negociação com os demais países. “Devemos fazer o que fazemos de melhor e eles devem fazer o que fazem de melhor", disse.

“É possível apresentar argumentos muito bons para afirmar que o comércio equilibrado é bom para o mundo”, disse Buffett em resposta a uma pergunta sobre barreiras comerciais. “Não há dúvida de que o comércio pode ser um ato de guerra.”

Segundo a CNBC, a guerra tarifária encampada por Trump está entre as perguntas mais frequentes recebidas por Buffett neste ano.

"Não podemos prever com segurança o impacto potencial em nossos negócios, seja por meio de mudanças nos preços dos produtos, nos custos e na eficiência da cadeia de suprimentos, ou na demanda dos clientes por nossos produtos e serviços. É razoavelmente possível que haja consequências adversas na maioria, senão em todos, os nossos negócios operacionais, bem como em nossa carteira de ações", informou a Berkshire na divulgação dos resultados.

Na assembleia, Buffett disse que não vê muitos ativos com preços atrativos neste momento, mas afirmou que muito em breve, diante do cenário difícil que se desenha, a Berkshire deverá ser "bombardeada com oportunidades” de investimento.

O veterano minimizou o impacto de longo prazo da desvalorização do dólar nos negócios das empresas do portfólio, que podem se ajustar de acordo com os acontecimentos nos mercados. “Não fazemos nada pensando em termos de impactos trimestrais. Não pensamos nisso”, disse.


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