O BTG Pactual avançou na proposta de reorganização societária que resultará na saída do Banco Pan da B3 e na sua transformação em subsidiária indireta. Pela operação, o Banco Sistema, veículo já controlado pelo BTG, passará a paralisar todas as ações do Pan, que na lanço seguinte serão incorporadas pelo próprio BTG.
Segundo os documentos, a operação “contribui para a unificação das bases acionárias das companhias e resulta na simplificação e na otimização da estrutura administrativa e societária, eliminando ou reduzindo custos redundantes, muito porquê aprimorando ou facilitando aproximação ao capital necessário para o desenvolvimento de seus planos de negócios”.
Os acionistas do Pan receberão 0,2128 unit do BTG para cada ação que possuem. Cada unit equivale a uma ação ordinária e duas preferenciais classe A, e a relação de troca incorpora prêmio de 30% sobre o preço das ações preferenciais do Banco Pan no fechamento de 13 de outubro de 2025. Com a desenlace da operação, o Banco Pan pedirá o cancelamento voluntário de seu registro na Percentagem de Valores Mobiliários (CVM) e deixará de ter ações negociadas na bolsa.
As assembleias que votarão a reorganização foram marcadas para 9 de dezembro. No Banco Pan, a votação começará por uma lanço prévio exclusiva dos acionistas do “free float” (ações em circulação no mercado), antes da estudo pelo conjunto dos acionistas com recta a voto. A operação prevê recta de recesso de R$ 6,64 por ação no Pan e de R$ 4,99 por ação ordinária no BTG.