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Braga Netto pede que Moraes autorize acareação com Mauro Cid | Política

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 16/06/2025 às 20:33 · Atualizado há 1 semana
Braga Netto pede que Moraes autorize acareação com Mauro Cid | Política
Foto: Reprodução / Arquivo

A defesa do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, da Casa Civil e candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL) em 2022, pediu que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorize uma acareação entre o seu cliente e o tenente-coronel Mauro Cid.

Acareação é um procedimento jurídico em que duas ou mais pessoas são colocadas frente a frente para esclarecer divergências sobre as suas versões dos fatos.

A defesa de Braga Netto diz que é preciso esclarecer dois pontos levantados durante o interrogatório feito por Mauro Cid no STF na semana passada: a acusação de que o plano "punhal verde e amarelo", que previa o assassinato de autoridades, foi discutido na casa do general; e a declaração de que o ex-ministro teria entregado dinheiro a Cid para financiar atos golpistas.

“As divergências estão devidamente confrontadas com os trechos transcritos de cada interrogatório e são inegavelmente relevantes, visto que se trata da narrativa que baseia imputações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR)”, diz trecho do pedido.

“Essa diligência complementar se mostra necessária para a devida apuração dos fatos, pois Mauro Cid não trouxe aos autos provas que corroboram suas acusações em face do general Braga Netto, justamente nos pontos de divergência acima expostos”, prossegue.

Além da acareação, a defesa de Braga Netto pediu para acessar as provas produzidas nas investigações de outros núcleos da trama golpista. Com isso, diz, o andamento da ação deve ser suspenso até que seja finalizada a fase de coleta de provas contra todos os acusados de golpe.

Por fim, os advogados do general pediram pelo menos mais 30 dias para analisar materiais fornecidos pela Polícia Federal (PF). Eles alegaram “complexidade técnica” e demora para o download de documentos.

Braga Netto, Cid, Bolsonaro e mais cinco integram o chamado “núcleo crucial” da trama golpista. Eles seriam os responsáveis por liderar uma tentativa de golpe para manter o ex-presidente no poder.

Ao ser interrogado na semana passada por Moraes, Cid afirmou que recebeu dinheiro de Braga Netto em uma caixa de vinho. O valor teria sido entregue no Palácio do Alvorada para financiar manifestações em frente a quartéis do Exército. O general negou a acusação e afirmou que não tinha contato com empresários e não pediu "dinheiro para ninguém".

General Walter Braga Netto (à dir.) presta depoimento, por videoconferência, em ação sobre tentativa de golpe de Estado — Foto: Reprodução/YouTube - TV Justiça

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