A defesa do general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-vice da chapa de Jair Bolsonaro em 2022, divulgou uma nota na qual afirma que é "absurda e fantasiosa" o que chamou de "tese da imprensa" de que haveria um "golpe dentro do golpe". No comunicado, ele alega que "nunca se tratou de golpe, e muito menos de plano de assassinar alguém".
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Braga Netto é um dos 37 indiciados pela Polícia Federal no inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado em 2022, para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de suspeitos de participarem de um plano para assassinar o presidente eleito, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Braga Netto, outros 24 militares constam na relação. A conta inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi capitão do Exército.
A expressão "golpe dentro do golpe" foi publicada por veículos de comunicação com base em informações da PF. Segundo a jornalista Andreia Sadi, da GloboNews, alguns dos investigadores da PF suspeitam que militares consideravam a possibilidade de tirar Bolsonaro do poder, caso o plano de matar as autoridades fosse executado.
De acordo com a nota publicada pela conta do próprio Braga Netto na plataforma X (ex-Twitter), a defesa alega que o general da reserva "manteve a lealdade" a Bolsonaro. "A defesa de Braga Netto acredita na observância dos ritos do devido processo legal elucidarão a verdade dos fatos e as responsabilidades de cada ente envolvido nos referidos inquéritos, por suas ações e omissões".
Além disso, a defesa afirma que o inquérito "ainda não foi disponibilizado oficialmente para a defesa dos acusados".
O relatório final do inquérito foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e deve ser remetido à Procuradoria-Geral da República no início da semana.