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Bradesco vai acabar com home office para quase 900 funcionários em 2026

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 04/12/2025 às 17:28 · Atualizado há 1 semana
Bradesco vai acabar com home office para quase 900 funcionários em 2026
Foto: Reprodução / Arquivo

O Bradesco anunciou que vai fechar o padrão de home office para quase 900 funcionários a partir de janeiro de 2026, segundo o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. A medida afetará duas áreas específicas.
No departamento de investimentos, 844 funcionários voltarão aos escritórios a partir de 2 de janeiro. Já a tesouraria contará com 50 bancários em regime totalmente presencial. Todos os cargos afetados estão na capital paulista e na região de Osasco.
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Em nota enviada ao g1, o banco afirmou que "a definição da rotina é orientada pela liderança de cada dimensão, que estabelece a matriz ideal de dias presenciais e remotos com base nas especificidades operacionais".
Segundo a instituição, murado de 50% dos mais de 82 milénio funcionários atuam em regime híbrido — ou seja, alternando entre dias remotos e presenciais no escritório.
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"O Bradesco procura sempre um estabilidade entre o presencial e o remoto, com foco na produtividade e no bem-estar das pessoas", acrescentou.
O sindicato informou que acompanhará o processo de perto e que "qualquer retorno presencial deve ocorrer com condições estruturais e organizacionais adequadas". A entidade discutirá o ponto com os funcionários na próxima terça-feira (9).
"Uma péssima notícia de termo de ano para os bancários e suas famílias", avaliou a presidente do sindicato, Neiva Ribeiro.
A decisão do Bradesco ocorre em meio a um movimento já adotado por outras instituições financeiras. Em novembro, o Nubank anunciou que exigirá o retorno aos escritórios por pelo menos dois dias na semana, a partir do segundo semestre do próximo ano. (leia aquém)
O Itaú, por sua vez, demitiu murado de milénio funcionários que atuavam em regime híbrido ou remoto. Segundo o banco, a medida foi tomada em seguida uma “revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada”.
Bradesco
Reuters
Nubank migra do home office para o padrão híbrido
Em 6 de novembro, o Nubank anunciou que exigirá a presença dos funcionários nos escritórios pelo menos dois dias por semana a partir do segundo semestre de 2026. Atualmente, a equipe atua em um padrão quase totalmente remoto.
Para isso, o banco informou que investirá na ampliação de espaços corporativos em São Paulo, Cidade do México e Bogotá, além de áreas específicas em Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro e Buenos Aires, na Argentina.
A empresa também ampliará escritórios nos Estados Unidos, em Washington D.C., Miami e Palo Basta. A mesma medida será adotada nos centros de talentos em Berlim, Montevidéu e Durham, também nos EUA.
No entanto, o Nubank não informou o valor do investimento para a transmigração de seus 9.500 funcionários ao padrão híbrido.
"Nos últimos cinco anos, o Nubank prosperou em um envolvente prioritariamente remoto", afirmou em epístola aos funcionários o presidente-executivo do Nubank, David Vélez, destacando que, nesse período, o banco alcançou 122 milhões de clientes.
Itaú demitiu funcionários em seguida revisão de produtividade no home office
No início de setembro, o Itaú demitiu murado de milénio funcionários que atuavam em regime híbrido ou remoto. A medida foi tomada em seguida a instituição financeira determinar a produtividade dos colaboradores no home office.
Procurado pelo g1, o banco não confirmou o número de demissões, mas informou em nota que a decisão foi tomada em seguida uma “revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada”.
A incompatibilidade estaria entre as atividades registradas nas plataformas e o registro de ponto dos trabalhadores — o que indicaria, na prática, que as horas efetivamente trabalhadas não foram corretamente registradas.
"Em alguns casos, foram identificados padrões incompatíveis com nossos princípios de crédito, que são inegociáveis para o banco", disse a instituição.
Ainda de negócio com o Itaú, a medida fez segmento de um "processo de gestão responsável", com o objetivo de "preservar nossa cultura e a relação de crédito que construímos com clientes, colaboradores e a sociedade.”

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