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Bradesco tem lucro recorrente de R$ 5,225 bilhões no 3º trimestre e supera projeções | Finanças

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 31/10/2024 às 07:44 · Atualizado há 5 dias
Bradesco tem lucro recorrente de R$ 5,225 bilhões no 3º trimestre e supera projeções | Finanças
Foto: Reprodução / Arquivo

O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 5,225 bilhões no terceiro trimestre de 2024, alta de 10,8% na comparação trimestral e 13,1% em relação a igual período do ano passado. O ganho ficou levemente acima das previsões dos analistas consultados pelo Valor, de R$ 5,116 bilhões.

A carteira de crédito expandida atingiu R$ 943,891 bilhões ao fim de setembro, com alta de 3,5% no trimestre e 7,6% na comparação anual.

— Foto: Divulgação

As despesas com provisões para devedores duvidosos somaram R$ 7,127 bilhões, com retração de 2,2% no trimestre e 22,4% em 12 meses. O índice de inadimplência ficou em 4,2% no terceiro trimestre, de 4,3% no segundo trimestre e 5,6% no terceiro trimestre de 2023.

A receita de serviços teve alta de 6,3% no trimestre e 8,7% em um ano, a R$ 9,904 bilhões. As despesas operacionais subiram 4,0% no trimestre e 12,1% em um ano, a R$ 15,050 bilhões.

O retorno sobre patrimônio (ROE) atingiu 11,3%, de 10,8% no segundo trimestre e 11,0% no terceiro trimestre de 2023.

O Bradesco registrou inadimplência de 4,2% no terceiro trimestre de 2024, ante 4,3% no segundo trimestre e 5,6% em igual período de 2023. Em pessoa física, a inadimplência passou para 5,1%, de 5,2% e 6,6%, respectivamente. Em grandes empresas, ficou em 0,1%, de 0,2% e 0,6%. E em micro, pequenas e médias, foi de 5,2%, de 5,4% e 7,2%.

O Bradesco diz que tanto a inadimplência curta (15 a 90 dias) como a longa (acima de 90 dias), apresentaram mais um trimestre de melhora em todos os segmentos, refletindo a qualidade das novas safras, que seguem registrando baixos níveis de atraso. “O indicador de 15 a 90 dias apresentou melhora impulsionado pelo desempenho de nossas operações com clientes PJ, destacando o massificado”.

A inadimplência de curto prazo ficou em 3,4%, de 3,7% no segundo trimestre e 4,1% no terceiro trimestre do ano passado. Em pessoa física, foi de 4,7%, de 4,7% e 5,1%. Em grandes empresas, ficou em 0,1%, de 0,2% e 0,5%. Em micro, pequenas e médias, foi de 3,0%, de 3,7% e 4,5%.

O índice de cobertura caiu para 169%, de 170% no segundo trimestre e 155% no terceiro trimestre do ano passado.

A carteira de crédito expandida do Bradesco atingiu R$ 943,891 bilhões em setembro, crescimento de 3,5% no comparativo trimestral e 7,6% em 12 meses.

A carteira de pessoa física somou R$ 396,837 bilhões, com expansão de 3,9% no trimestre e 10,0% em 12 meses. Em pessoas jurídicas, somou R$ 547,055 bilhões, com elevação trimestral de 3,2% e anual de 5,9%.

“No segmento de Pessoas Físicas as carteiras de cartão de crédito para o público alta renda, rural, crédito pessoal, financiamento imobiliário e consignado, mantiveram tendência de crescimento, e veículos acelerou”, diz o banco. “Seguimos cautelosos na originação para pequenas empresas. Em grandes empresas, também evoluímos, tendo como objetivo sempre a preservação de margens, ou seja, estamos mudando o mix da carteira de crédito em ritmo gradual”, acrescenta.

A margem financeira ficou em R$ 15,999 bilhões no terceiro trimestre, com alta de 2,7% no trimestre e 0,9% em 12 meses. A margem com clientes foi de R$ 15,635 bilhões, com alta de 2,5% e queda de 1,3%, respectivamente. A taxa média foi de 8,4%, de 8,6% e 9,1%.

A margem com mercado totalizou R$ 364 milhões, com alta de 12% no trimestre e 1.482% em um ano.

O Bradesco informou que suas receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 9,904 bilhões entre julho e setembro, com alta de 6,3% na comparação com o trimestre anterior e 8,7% em relação ao mesmo período de 2023.

A principal linha de receita é rendas de cartão, que subiu 9,2% no trimestre, chegando a R$ 4,061 bilhões. Na sequência, receitas de conta corrente avançaram 0,8%, a R$ 1,735 bilhão. E administração de fundos saltou 11,0%, a R$ 960 milhões.

O banco explica que a maior participação em Cielo - que foi tirada da bolsa por Bradesco e Banco do Brasil - afetou as receitas de serviços e as despesas. Sem Cielo, as receitas teriam crescido 2,8% no trimestre e 5,1% em um ano.

No âmbito das despesas gerais, o Bradesco registrou R$ 15,050 bilhões de julho a setembro, com expansão de 4% no trimestre e 12,1% em 12 meses. Foram R$ 5,728 bilhões em gastos administrativos (estabilidade no trimestre e alta de 1,4% em um ano) e R$ 6,849 bilhões em despesas com pessoal (alta de 3,3% no trimestre e 10,4% em um ano).

Sem Cielo, as despesas totais teriam crescido 2% no trimestre e 9,9% em um ano.

O Bradesco terminou setembro com 6.347 pontos de atendimento, com queda de 415 no trimestre e 1.130 em 12 meses.


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