O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou nesta quarta-feira (13) que tenha liderado uma tentativa de golpe para seguir no poder, apesar da derrota nas eleições de 2022. Ele pediu para ser absolvido e a anulação da delação do tenente-coronel Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens.
Bolsonaro apresentou à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) suas alegações finais na ação da trama golpista. O grupo, segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), seria o responsável por liderar a tentativa de golpe.
"É verdadeiramente estarrecedor que a imputação de líder de organização criminosa armada feita ao Peticionário decorra diretamente das declarações obtidas por meio de um acordo de colaboração firmado com aquele que a instrução penal revelou ser o instigador do ex-presidente, o responsável por decifrar com precisão seus intentos e articular, de maneira reservada, as reuniões estratégicas e clandestinas narradas na denúncia", diz a defesa nas alegações finais.
Com a apresentação das alegações das defesas, a ação da trama golpista chega oficialmente na última fase antes do julgamento que decide pela condenação ou absolvição do ex-presidente e de seus aliados.
A expectativa é a de que a análise ocorra já em setembro e seja finalizada ainda este ano. Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, pode ser condenado a até 43 anos em regime inicial fechado.