Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta quinta-feira (6) em queda firme, num momento em que a incerteza em torno da política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem aumentado e ajudado a gerar instabilidade na renda variável. O desempenho mais fraco de dados divulgados nos últimos dias também mantém ligado o sinal de alerta dos investidores, que temem uma desaceleração econômica mais forte, assim como balanços que frustraram as estimativas — caso da Marvell, que puxou para baixo as ações de empresas de tecnologia na sessão.
Assim, em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em queda de 0,99%, aos 42.579,08 pontos, o S&P 500 recuou 1,78%, para 5.738,52 pontos — no menor nível desde novembro—, e o índice eletrônico Nasdaq teve baixa de 2,61%, aos 18.069,26 pontos.
Mesmo com o recuo de Trump e o novo adiamento de tarifas sobre produtos mexicanos e canadenses, o mercado tem observado com atenção o vaivém das questões comerciais e, diante da instabilidade, parte dos agentes tem optado por movimentos mais cautelosos, especialmente após alguns dados de confiança e de sentimento terem mostrado uma piora no ambiente econômico.
“Quando olho para isso [as questões comerciais], me lembro do susto com o crescimento no fim de julho do ano passado, quando tivemos uma mudança de foco da inflação para o crescimento econômico, particularmente em torno do mercado de trabalho”, nota o vice-presidente de gestão de portfólio da Allianz Investment Management, Charlie Ripley. Para ele, a liquidação vista recentemente nas ações americanas pode continuar até que os dados econômicos comecem a tranquilizar os investidores de que os EUA não estão entrando em recessão.