O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta terça-feira (17) ter mobilizado R$ 25,7 bilhões para auxiliar municípios gaúchos desde junho deste ano. O montante envolve 8,5 mil operações de crédito, 5 mil operações de garantia e a suspensão de pagamentos em 72 mil contratos.
Os dados foram divulgados durante entrevista coletiva da diretora de crédito digital para MPMEs do BNDES, Maria Fernanda Coelho, e do secretário nacional para apoio à reconstrução do Rio Grande do Sul (SEARS), Maneco Hassen, em Porto Alegre.
O Programa BNDES Emergencial aprovou cerca de R$ 17,17 bilhões em crédito para empresas do Rio Grande do Sul afetadas pelas enchentes de maio, por meio de recursos do Fundo Social. A maior parte dos recursos, R$ 11,8 bilhões, foi destinada a micro, pequenas e médias empresas em 8,1 mil operações. Os R$ 5,4 bilhões restantes foram acessados por empresas de grande porte em 378 operações.
O Fundo Garantidor (FGI Peac Crédito Solidário RS) permitiu alavancar R$ 3,76 bilhões em operações de créditos nas instituições financeiras parceiras, que foram garantidas em 5.040 operações.
A suspensão de pagamentos em contratos de financiamento somou R$ 4,77 bilhões. Desse total, R$ 802 milhões foram financiamentos direto para grandes empresas e R$ 3,97 bilhões foram direcionados, na maior parte, para micro, pequenas, médias empresas e produtores rurais em mais de 72 mil operações com bancos parceiros.
O crédito do BNDES foi concedido em três modalidades – capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e investimento e reconstrução. Juntos, os setores de indústria, comércio e serviços responderam por cerca de 52% das operações. Cerca de 70% dos financiamentos foram destinados a capital de giro.
O BNDES também informou ter aprovado um financiamento de R$ 70 milhões para a reconstrução e a modernização do Hospital Mãe de Deus, um dos principais de Porto Alegre, que paralisou as atividades por 45 dias por causa das enchentes. Em setembro, o banco já havia concedido crédito emergencial no valor de R$ 80 milhões para despesas de capital de giro do hospital.
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