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BNDES aprova R$ 1,2 bi em crédito para empresas afetadas pelo tarifaço | Brasil

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 20/09/2025 às 09:40 · Atualizado há 3 horas
BNDES aprova R$ 1,2 bi em crédito para empresas afetadas pelo tarifaço | Brasil
Foto: Reprodução / Arquivo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou até sexta-feira (19) o total de R$ 1,2 bilhão em crédito com recursos do Plano Brasil Soberano, destinado a empresas afetadas pelas medidas tarifárias impostas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Ao todo, foram realizadas 75 operações na linha de capital de giro.

Desde a abertura do protocolo, o banco de fomento recebeu R$ 3,1 bilhões em pedidos de crédito. Deste total, R$ 1,9 bilhão estão em análise, sendo R$ 1,7 bilhão referente à linha Giro Diversificação, voltada para a busca de novos mercados.

A instituição informou ainda que as aprovações atenderam empresas dos setores da indústria de transformação (84,1%), agropecuária (6,1%), comércio e serviços (5,7%) e indústria extrativa (4,2%). Do valor total aprovado, 30% foram solicitados por pequenas e médias empresas. Desde o primeiro dia de consultas, 2.236 empresas acessaram o sistema, sendo 533 elegíveis, com impacto acima de 5% no faturamento bruto.

O BNDES abriu na quinta-feira (18) o protocolo para que empresas pudessem pedir os recursos no âmbito do plano. O programa prevê R$ 30 bilhões via Fundo de Garantia à Exportação (FGE), administrado pelo BNDES, para empresas que perderam ao menos 5% do faturamento com o tarifaço. O cálculo vai considerar o período de julho de 2024 a junho de 2025. Outros R$ 10 bilhões serão destinados pelo próprio BNDES, a partir de recursos da emissão da Letra de Crédito de Desenvolvimento (LCD), para empresas com produtos tarifados pelos EUA em qualquer percentual. Os R$ 40 bilhões totais serão destinados para capital de giro, investimentos, aquisição de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados.

Serão, ao todo, quatro linhas operadas pelo BNDES: duas de investimento e duas de capital de giro, cujo teto será definido de acordo com o porte das companhias. As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) poderão captar, cada uma, até R$ 35 milhões nas duas linhas de giro, enquanto as grandes empresas poderão levantar R$ 200 milhões.

“O volume de recursos aprovados já nos primeiros dias é resultado da agilidade e do compromisso do BNDES e das mais de 50 instituições financeiras parceiras, que responderam com competência ao chamado do presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] para apoiar as empresas brasileiras diante de medidas injustas impostas de forma unilateral. Nosso objetivo é proteger os empregos e fortalecer as empresas e a economia, inclusive estimulando a participação em novos mercados”, afirma, em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

— Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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