O bitcoin (BTC) opera em alta nesta terça-feira (7) em meio a um forte fluxo de capital para os fundos negociados em bolsa (ETFs) da criptomoeda à vista nas bolsas dos Estados Unidos. No radar, os indicadores econômicos dos EUA e a disputa entre comprados e vendidos em derivativos de moedas digitais moveram os preços no dia anterior.
Perto das 10h41 (horário de Brasília) o bitcoin sobe 1,4% em 24 horas, cotado a US$ 100.641 e o ether, moeda digital da rede Ethereum, tem leve variação negativa de 0,1% a US$ 3.637, conforme dados do CoinGecko. O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo é de US$ 3,72 trilhões. Em reais, o bitcoin tem ganhos de 1% a R$ 614.280, de acordo com valores fornecidos pelo Cointrader Monitor.
Entre as altcoins (as criptomoedas que não são o bitcoin), o XRP, token de pagamentos internacionais da Ripple, sobe 1,3% a US$ 2,43. Já a solana se desvaloriza em 1,7% a US$ 214,07 e o BNB (token da Binance Smart Chain) avança 1% a US$ 724,37.
Nos ETFs de bitcoin à vista, ontem foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 978,6 milhões. Os principais responsáveis pelos números positivos foram o FBTC, da Fidelity, com US$ 370,2 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas e o IBIT, da BlackRock, com US$ 209,1 milhões. Entre os ETFs de ether, o fluxo foi positivo em US$ 128,7 milhões. Quem impulsionou a entrada de dinheiro foi o ETHA, da BlackRock, com US$ 124,1 milhões.
Segundo Beto Fernandes, da Foxbit, o mercado está, aos poucos, pegando tração novamente depois das festas do final do ano. Fernandes atribui a alta do bitcoin no dia anterior, chegando até os US$ 102 mil, a um sinal positivo do cenário macroeconômico com a divulgação do Índice Gerentes de Compras (PMI) de Serviços nos EUA, que subiu, mas bem menos do que o esperado pelos economistas. “Este cenário indica uma possível pressão sobre um setor que, desde o final de 2023, segue em crescimento. Parte do mercado pode entender que será preciso cortar ainda mais os juros para evitar a derrocada dos serviços”, afirma.
Além disso, o avanço do bitcoin no horário da abertura do mercado americano também teria contribuído ao forçar a zeragem de posições vendidas (short squeeze), uma vez que havia uma expressiva alavancagem nos contratos de venda. “A leve subida de preços na abertura do mercado norte-americano foi o suficiente para liquidar quase US$ 100 milhões em posições shorts”, explica Fernandes.
O mercado cripto também se anima com a proximidade da posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, que ontem teve sua vitória certificada no Congresso. Trump assume o cargo no dia 20 e os investidores estão ansiosos para saber como as promessas de campanha de incentivar e apoiar o setor de criptoativos serão concretizadas na realidade. Uma das promessas mais audaciosas envolve a criação de uma reserva estratégica de bitcoin por parte do governo americano.
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