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Bitcoin? Não! Ethereum e Solana lideram as criptos mais citadas para janeiro. Veja a lista

Após um 2025 de grandes frustrações, o novo ano do mercado de criptoativos começa com cautela. Para os destaques de janeiro, oito casas consultadas pelo Valo...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 12:45 · Atualizado há 2 dias
Bitcoin? Não! Ethereum e Solana lideram as criptos mais citadas para janeiro. Veja a lista
Foto: Reprodução / Arquivo

Após um 2025 de grandes frustrações, o novo ano do mercado de criptoativos começa com cautela. Para os destaques de janeiro, oito casas consultadas pelo Valor Investe relacionaram 11 criptoativos distintos — a menor quantidade desde março do ano passado. As mais citadas foram Ethereum (ETH) e Solana (SOL), empatadas na liderança. O Bitcoin (BTC) aparece na sequência. Em terceiro lugar surge a Chainlink (LINK), ainda que distante das duas primeiras.

A dobradinha entre Ethereum e Solana no topo não se repetia desde setembro do ano passado. Já Chainlink volta ao radar após meses fora da lista: o token não aparecia entre os mais citados também desde setembro, em um ano em que teve presença muito pontual entre os destaques mensais.

A gente inicia o ano com um certo clima de energias renovadas, mas ainda carregando um pessimismo de 2025, porque muitos investidores se frustraram por não termos tido um terceiro ano seguido de alta para o Bitcoin

— Para Vinícius Bazan, presidente da casa de análise Underblock, janeiro começa sob um misto de frustração e expectativa. , diz.

Iniciamos 2026 numa perspectiva mais positiva, lembrando que é um ano de liquidez crescente, que pode ter impacto positivo nos criptoativos e nos ativos de risco, e já começamos o ano com o Bitcoin subindo.

— Segundo Bazan, a maior presença institucional mudou a dinâmica de volatilidade, mas o pano de fundo é mais construtivo.

tende a se refletir cada vez mais nos preços

— Na leitura de Marcelo Person, diretor da Foxbit, três fatores tendem a pautar janeiro. Fluxos de ETFs (fundos de índice negociados em bolsa) com exposição direta a Bitcoin e Ethereum, condições de liquidez global e avanço do uso real das redes com integração com o sistema financeiro tradicional, .

Ethereum e Solana são os dois co-capitães do mercado. É importante que voltem a demonstrar força antes de vermos um rali mais consistente nas menores

— Entre os especialistas, Ethereum (ETH), segunda maior cripto em valor de mercado e token da maior rede blockchain do mundo, aparece como peça-chave para destravar um movimento mais amplo das altcoins (todas as criptos que não o Bitcoin). , diz Bazan.

A rede segue como base para finanças descentralizadas (DeFi), tokenização, emissão de stablecoins e geração de renda via staking [tipo de renda fixa passiva], além de concentrar interesse crescente de projetos corporativos

— Segundo Julián Colombo, diretor de Políticas Públicas e Estratégia para a América do Sul na Bitso, Ethereum entra em janeiro sustentado por utilidade concreta. , pontua. “Para o início do ano, tende a se beneficiar do aumento de projetos corporativos e financeiros que utilizam sua infraestrutura.”

Taiamã Demaman, analista-chefe da Coinext, destaca que, apesar da disputa técnica no curto prazo, avanços estruturais e a adoção por instituições como BlackRock, Fidelity e JPMorgan reforçam o papel de Ethereum como principal infraestrutura da tokenização de ativos reais.

em um ponto de inflexão institucional

— Para Valter Rebelo, chefe de criptoativos da Empiricus Research, os ETFs e a narrativa das stablecoins (as criptos lastreadas a ativos reais, notadamente o dólar) colocam o Ethereum . Ele compara o ETH a “uma moeda soberana de uma nova economia digital”.

O mercado passou a olhar menos para narrativas futuras e mais para métricas concretas, como geração de taxas e atividade econômica dentro da rede, o que favorece o ETH em janeiro.

— Segundo Wander Guedes, gerente de operações da Transfero, dezembro marcou uma virada de percepção.

a combinação de alta performance, baixos custos e ecossistema em expansão mantém a cripto bem posicionada para capturar apetite por crescimento

— Empatada na liderança, a Solana aparece como principal aposta entre as altcoins. Para Colombo, . “Apesar de ser mais volátil do que Bitcoin e Ethereum, Solana mantém uma narrativa clara de eficiência e uso prático.”

Demaman chama atenção para o avanço da rede em métricas operacionais e maior presença institucional, além da utilização da blockchain pela Visa em liquidações financeiras com stablecoins de dólar. Ele ressalta que a rede blockchain Solana se aproxima de um marco simbólico: superar a rede Ethereum em receita anual.

redes alternativas com uso real continuam atraindo volume

— Segundo dados citados pela casa, a rede Solana acumulou US$ 1,4 bilhão em receita em 2025, ante US$ 522 milhões da Ethereum. Person avalia que

Rony Szuster, analista-chefe do Mercado Bitcoin (MB), destaca que o ecossistema Solana já reúne mais de 240 aplicações e Total Value Locked (TVL, na sigla em inglês, semelhante a ativos sob gestão no mercado tradicional) em cerca de US$ 11 bilhões.

refletindo confiança institucional e busca por retorno em segmentos de altcoins que complementam a exposição tradicional a Bitcoin e Ethereum

— Theodoro Fleury, gestor e diretor de investimentos da QR Asset, pontua que Solana apresenta entradas contínuas de capital em ETFs focados no ativo, .

O BTC inicia o ano como principal pilar do mercado e referência de liquidez

— Mesmo fora do topo, o Bitcoin segue visto como eixo central. , afirma Colombo. Para ele, a primeira e principal representante do ecossistema cripto deve funcionar como “âncora” de carteira, com movimentos mais ligados a fluxo institucional e cenário macro.

Demaman observa que a dinâmica recente foi marcada por liquidações no mercado futuro, mas ressalta que a expectativa de maior liquidez em 2026 e a continuidade do fluxo financeiro para os ETFs seguem como vetores positivos.

Para Rebelo, o Bitcoin deve seguir beneficiado pela institucionalização e pela expansão das Bitcoin treasury companies, empresas cujo negócio principal é comprar a cripto para compor caixa e gerar rendimentos com a sua valorização.

Esse comportamento costuma antecipar movimentos de continuidade no começo do ano.

— Guedes observa que dezembro mostrou redução de oferta líquida em corretoras e plataformas de negociação (as exchanges) e a manutenção de posições institucionais.

A volta da Chainlink reflete o foco crescente do mercado em infraestrutura, com os chamados “oráculos”, redes que conectam dados externos, como preços e taxa de juros, por exemplo, aos contratos inteligentes.

Como principal rede de oráculos, Chainlink desempenha papel fundamental ao conectar dados externos a contratos inteligentes, sendo amplamente utilizado em DeFi, tokenização e soluções institucionais

— reforça Colombo.

Szuster, do MB, reforça que o protocolo resolve um dos principais gargalos do setor ao permitir que contratos inteligentes acessem dados do mundo real de forma segura.

Cresceu a discussão prática sobre tokenização, prova de reservas e automação de liquidação, todos casos de uso que dependem diretamente de oráculos confiáveis

— Já Guedes observa que dezembro foi marcado por avanço institucional silencioso. , afirma. “Isso colocou o LINK em um movimento de acumulação mais discreto, típico de ativos de infraestrutura.”

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