O bitcoin (BTC) opera em baixa nesta quarta-feira (30) e perde o patamar de US$ 94 mil por unidade. No radar, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos registrou uma contração de 0,3% no primeiro trimestre, resultado bem abaixo da mediana das projeções dos economistas, que apontava para um crescimento de 0,4%.
A retração inesperada na atividade econômica dos EUA repercutiu negativamente no mercado de ações, com os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caindo respectivamente 1,3%, 1,8% e 2,4%.
Perto das 10h49 (horário de Brasília), o bitcoin cai 1% em 24 horas, cotado a US$ 93.883 e o ether, moeda digital da rede Ethereum, tem queda de 3,2% a US$ 1.759, conforme dados do CoinGecko. O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo atualmente é de US$ 3,02 trilhões. Em reais, o bitcoin apresenta desvalorização de 1% a R$ 531.995, de acordo com valores fornecidos pelo Cointrader Monitor.
Entre as altcoins (as criptomoedas que não são o bitcoin), o XRP, token de pagamentos internacionais da Ripple, tem queda de 5,3% a US$ 2,16. Já a solana tem perdas de 3,8% a US$ 141,92 e o BNB (token da Binance Smart Chain) recua 1,4% a US$ 595,12.
Segundo André Franco, CEO da Boost Research, embora o mercado de ações esteja enfrentando volatilidade e incertezas, o bitcoin continua sendo visto por alguns investidores como uma reserva alternativa de valor, algo que beneficia o ativo em tempos de turbulência.
Já Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil, diz que com o aumento das reservas corporativas e o "aperto de oferta" dos fundos negociados em bolsa (ETFs), o bitcoin deve atingir novas máximas. “Isso tem aparecido no gráfico, pois enquanto vemos diversos ativos globais passando por volatilidade alta, o bitcoin se mantém acima dos US$ 90 mil e pode buscar uma nova máxima histórica em breve”, afirma.
Em relação à segunda maior criptomoeda do mundo em valor de mercado, o ether (ETH), Prado destaca que diversos indicadores on-chain sugerem que o token está subvalorizado. “A demanda por ETFs à vista de ether está se aquecendo e o aumento da atividade on-chain pode ajudar o ETH a romper a resistência crítica dos US$ 2.000”, avalia.
Nos ETFs de bitcoin à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado ontem um saldo líquido positivo de US$ 172,8 milhões, no sétimo pregão consecutivo de entrada de capital. Quem impulsionou o fluxo foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 216,7 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas.
Entre os ETFs de ether, o fluxo foi positivo em US$ 18,4 milhões, no quarto pregão seguido de depósitos neste tipo de fundo. O alvo da entrada de capital foi o FETH, da Fidelity, com US$ 25,5 milhões.
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