O Banco Central aprovou um aumento de capital de R$ 750 milhões no Banco de Brasília (BRB), que assim passou para um total de R$ 2,344 bilhões, conforme publicado esta semana no Diário Oficial da União. A instituição brasiliense está em processo para comprar uma fatia de 58% no Banco Master e esse aumento de capital havia sido realizado no fim do ano passado, mediante subscrição privada.
Com o aumento de capital, a fatia do governo do Distrito Federal, que era de 65,63%, foi diluída para 53,71%. A participação do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) passou de 15,07% para 12,33%; e a parcela da Associação Nacional dos Empregados Ativos e Aposentados do Banco de Brasília (AneaBRB) foi de 8,68% para 8,92%.
Em aumento de capital com subscrição privada só pode participar quem já era acionista do banco. Entretanto, os acionistas podem negociar seus direitos de subscrição e o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, já tinha dito que não haveria dinheiro público nesta operação, ou seja, o governo do DF passou seus direitos de subscrição para outro acionista.
Quando um acionista passa de 5% do capital de uma empresa listada, ela é obrigada a informar isso à CVM. Como o BRB ainda não enviou nenhum comunicado à autarquia, é possível inferir que esse aumento de capital foi mais pulverizado e, por enquanto, nenhum acionista atingiu uma fatia relevante.
Quando divulgou seu balanço de 2024, no mês passado, Costa lembrou que o banco fez dois aumentos de capital no ano passado. Um primeiro, de R$ 294 milhões, foi homologado pelo BC em agosto. Esse segundo, de R$ 750 milhões, foi aprovado agora pela autoridade. O índice de Basileia que o banco divulgou em dezembro, de 12,94%, ainda não considerava esse segundo aumento.
"Conforme divulgado anteriormente, o aumento de capital tem como objetivo a expansão do BRB para novos públicos e nichos de mercado, com destaque para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; o crescimento de suas carteiras de crédito comercial, imobiliário e rural; o fortalecimento do papel do BRB como banco de desenvolvimento do Distrito Federal e do Centro-Oeste, consolidando a sua missão de ser um banco público, sólido, rentável, moderno, eficiente, protagonista do desenvolvimento sustentável, econômico, social e humano", diz o BRB, em fato relevante.
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