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Banco Central não desistiu de regulamentar PIX Parcelado, mas não dá prazo para concluir regras

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/12/2025 às 10:29 · Atualizado há 1 semana
Banco Central não desistiu de regulamentar PIX Parcelado, mas não dá prazo para concluir regras
Foto: Reprodução / Arquivo
Educador financeiro dá dicas para não permanecer endividado com o PIX parcelado
O Banco Meão não desistiu de regulamentar o chamado PIX Parcelado, ou seja, a licença de crédito por instituições financeiras com base na instrumento de transferência de recursos.
🔎Nessa modalidade, o destinatário da transferência recebe o valor integral na hora, uma vez que um PIX normal. Já o pagador quita esse valor em parcelas mensais, geralmente com a cobrança de juros e/ou taxas, funcionando uma vez que um empréstimo pessoal.
O processo vem se arrastando por vários meses. A previsão inicial era de divulgação das normas em setembro, mas o prazo foi estendido para outubro e, depois, para novembro.
🏦Segundo apuração do g1 e da TV Mundo, está havendo um impasse com as instituições financeiras, que impede um consenso sobre o regramento do PIX Parcelado.
Diante das dificuldades, a mando monetária não jogou a toalha, mas desistiu de fixar um prazo para vulgarizar as regras da modalidade de crédito.
De entendimento com fontes do Banco Meão, importantes avanços conceituais já foram feitos, uma vez que os mecanismos para prevenção do superendividamento e a formatação da apresentação das faturas aos consumidores.
No mês pretérito, o chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro da instituição, Breno Lobo, afirmou que o BC está estudando impedir a "rotativação" no parcelamento de empréstimos por meio do PIX.
Entretanto, acrescentaram que a "complicação do tema" exige um "estudo aprofundado para que a futura regulamentação seja robusta e perene". O objetivo é a qualidade técnica das normas, explicaram.
Parcelamento já ofertado pelos bancos
O parcelamento por meio do PIX já é ofertado por várias instituições financeiras, uma risco de crédito formal, mas o BC pretende padronizar as regras — o que facilitará seu uso pelo consumidor, evitará abusos dos bancos e tende a proporcionar a competição no sistema financeiro.
Segundo a pesquisa “Jornada de Crédito”, realizada pela Matera, 53% dos consumidores brasileiros já utilizaram a modalidade — número que coloca o recurso detrás unicamente do cartão de crédito (77%) em preferência de uso.
Selecção para milhões de pessoas
O presidente do Banco Meão, Gabriel Galípolo, tem afirmado que o PIX Parcelado vai aumentar o uso dessa instrumento no varejo, ou seja, nas vendas de produtos e serviços, e que poderá ser utilizada por 60 milhões de pessoas que atualmente não têm chegada ao cartão de crédito.
A norma a ser divulgada, sem novo prazo definido, deve exigir que as instituições financeiras deixem muito simples quais as condições do contrato de tomada de crédito. Isso significa que o aplicativo vai ter que mostrar informações, uma vez que:
a taxa de juros cobrada
o valor de cada parcela
o dispêndio totalidade da operação
a multa em caso de tardada
Modalidade competitiva
Em abril deste ano, o BC informou esperar que a modalidade de pagamento seja competitiva e permita o parcelamento com taxas vantajosas. De modo que a novidade poderá ser, sim, uma opção viável ao cartão de crédito.
"Quem paga juros no PIX Parcelado é o consumidor. Mas, espera-se que os bancos ofertem linhas de crédito em que o valor final do muito no PIX Parcelado, mesmo com a cobrança de taxa de juros, seja menor ou igual ao valor final do muito no parcelado sem juros usando cartão de crédito", informou o Banco Meão, na ocasião.
➡️Ao comprar produtos com cartão de crédito parcelado, há casos em que são cobrados juros (valor do resultado é dissemelhante daquele com pagamento a vista).
➡️Em outros casos não há cobrança aparente de juros, embora especialistas argumentem que eles geralmente estão "embutidos" no preço final dos produtos e serviços vendidos.
➡️Ou por outra, são cobradas taxas exorbitantes dos clientes bancários no cartão de crédito rotativo (445% ao ano em janeiro) caso não paguem o valor totalidade da fatura. Essa é a risco de crédito mais rostro do mercado financeiro.
O Banco Meão avaliou, naquele momento, que o PIX Parcelado "tem potencial para estimular o uso da instrumento no varejo para a obtenção de bens e serviços de valor mais proeminente (produtos da risco branca ou móveis, por exemplo), favorecendo quem não tem chegada a esse tipo de operação".

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