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Azul e dona da Gol assinam acordo para avaliar união de negócios | Empresas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 15/01/2025 às 20:14 · Atualizado há 1 dia
Azul e dona da Gol assinam acordo para avaliar união de negócios | Empresas
Foto: Reprodução / Arquivo

A Abra — holding que controla a Gol — e a Azul assinaram nesta quarta-feira (15) um memorando de entendimento (MOU, na sigla em inglês) para tratar das negociações acerca de uma eventual união dos negócios das duas aéreas brasileiras. A informação, comunicada ao mercado oficialmente por Gol e Azul na noite de hoje, foi antecipada pelo Valor no dia 8 de janeiro.

O MOU detalha a estrutura de governança que a empresa seguirá caso o negócio avance. Conforme antecipado pelo Valor, o plano é de que a união dos negócios se dê por meio de uma “corporation” (companhia sem controlador definido), com a Abra sendo o principal acionista. Ainda não haveria uma definição de participação, uma vez que isso vai depender de como a Gol sairá do “Chapter 11” (recuperação judicial nos EUA). O fim da reestruturação da Gol nos Estados Unidos, previsto para abril, seria uma etapa fundamental para que as conversas possam progredir.

O documento detalha alguns pontos acerca da governança da nova empresa, que terá três conselheiros indicados pela Azul, três da Abra e três independentes. O “chairman” (presidente do conselho) será escolhido pela Abra, ao passo que o CEO da empresa vai ser indicado pela Azul. Pelo acordo, essas indicações poderiam ser trocadas após três anos.

Em fato relevante, a Gol disse:“O MoU anunciado na presente data representa uma fase inicial de um processo de negociação entre a Abra e a Azul para explorar a viabilidade de uma possível transação. O acordo não tem impacto na estratégia, na condução dos negócios ou nas operações rotineiras da Gol. A companhia continua focada em concluir as etapas restantes dos seus procedimentos do Chapter 11 em andamento, com o objetivo de emergir de seu processo de reestruturação como uma companhia independente e capitalizada”.

Já a Azul destacou que “caso implementada a operação, a Azul e a Gol manterão seus certificados operacionais segregados sob uma única entidade resultante listada, sendo esperado que outras áreas sejam combinadas para oferecer mais oportunidades e produtos aos clientes e obter ganhos de eficiência”.

A Azul destacou ainda que o fechamento da operação está sujeito à concordância entre a Abra e a Azul quanto aos termos econômicos da operação, à conclusão satisfatória da due diligence, à celebração de acordos definitivos, à obtenção de aprovações corporativas e regulatórias (inclusive da autoridade antitruste brasileira, o Cade), ao cumprimento das condições habituais de fechamento, à consumação do plano de reorganização da Gol no âmbito do “Chapter 11” e ao recebimento, pela Abra, da devida contraprestação correspondente.

Uma das condicionantes do MOU é de que a futura empresa, no momento da consolidação do negócio, não poderá ter uma alavancagem maior do que a alavancagem da Gol. Hoje, a Gol divulgou ao mercado que planeja sair do processo de “Chapter 11” com uma alavancagem perto de 4,5 vezes, contra 5,5 vezes no fechamento do terceiro trimestre. O grupo prevê um endividamento líquido com uma melhora substancial como resultado da recuperação da frota operacional e da geração de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia para níveis regulares até 2026, alcançando 2,7 vezes até o final de 2027 e 1,9 vez até o final de 2029.

— Foto: Pascal Meier/Unsplash

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