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Avaliação negativa de Lula sobe de 31% para 44%, aponta pesquisa CNT/MDA | Política

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 25/02/2025 às 14:35 · Atualizado há 3 dias
Avaliação negativa de Lula sobe de 31% para 44%, aponta pesquisa CNT/MDA | Política
Foto: Reprodução / Arquivo

A avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu de 35% para 29% em três meses, enquanto a avaliação negativa subiu de 31% para 44%, segundo pesquisa do instituto MDA divulgada nesta terça-feira (25). O percentual de quem considera a gestão regular também caiu de 32% para 26%.

No que diz respeito ao desempenho pessoal do presidente, a aprovação recuou para 40%, uma queda de 10 pontos percentuais em relação à pesquisa feita em novembro de 2024. Já a desaprovação subiu nove pontos, atingindo 55%.

O instituto realizou 2.002 entrevistas entre os dias 19 e 23 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa foi contratada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

A avaliação do governo tem maioria positiva entre eleitores com mais de 60 anos (42% de ótimo/bom), com ensino fundamental (40%) e entre os nordestinos (40%). Apesar de ainda manter o resultado positivo em seu reduto eleitoral, o percentual de ótimo/bom na região caiu oito pontos, e o de ruim/péssimo cresceu 11 pontos. Pela faixa salarial, há um empate técnico entre quem ganha até dois salários mínimos, com 36% de ótimo/bom e 35% de ruim/péssimo.

Nos demais recortes divulgados pelo instituto, o terceiro mandato de Lula recebeu mais avaliações negativas. Os piores desempenhos são entre os eleitores que recebem mais de cinco salários mínimos (56% de ruim/péssimo), que vivem na região Sul (53%) e entre os declarados evangélicos (54%). No Sudeste, onde estão alguns dos principais colégios eleitorais, a avaliação negativa saltou de 33% para 49%.

O governo também deixou de contar com maioria positiva entre as mulheres: em novembro, 39% avaliavam bem a gestão e agora são 29%, ante 43% de eleitoras que avaliam mal (eram 28% há três meses).

Os resultados identificados pelo instituto representam o pior desempenho registrado pelo petista, a essa altura do mandato, na comparação com seus governos anteriores. No seu primeiro mandato, Lula tinha 43% de avaliação positiva, em 2005, e no segundo, 62%, em 2009. O percentual alcançado por Lula é inferior ao de seu antecessor Jair Bolsonaro (PL), que em fevereiro de 2021 tinha 33% de ótimo/bom. Nesse momento, o atual presidente só está melhor que Fernando Henrique Cardoso (26% de ótimo/bom) e que Michel Temer (10%).

Sobre os dois primeiros anos deste mandato do governo Lula, as áreas mais bem avaliadas foram a assistência aos mais pobres (22%), educação (13%) e relações internacionais (11%). Já os setores com maior insatisfação foram economia (32%), segurança (20%) e saúde (13%).

A piora da avaliação de Lula já foi verificada também por outros institutos de pesquisa em levantamentos recentes, como Datafolha e Quaest.

Nesse período, houve aumento de preços, em especial dos alimentos, e, no início do ano, um forte desgaste causado pelos boatos de que o Pix passaria a ser cobrado. Na tentativa de conter o avanço da avaliação negativa, o Palácio do Planalto fez mudanças na área da comunicação e vem buscando marcas positivas. Na noite dessa segunda-feira (24), Lula fez pronunciamento em rede nacional para anunciar ações dos programas Pé-de-Meia e Farmácia Popular. Em outra frente, o presidente vem sendo pressionado a fazer mudanças no comando de alguns ministérios para consolidar o apoio da base aliada.

A pesquisa CNT/MDA também fez perguntas sobre o cenário eleitoral para 2026. Na pesquisa espontânea (em que o eleitor responde sem ver uma lista de nomes), o percentual de indecisos chegou a 40,8%. O nome mais cidado foi o de Lula (23,5%), seguido por Bolsonaro (19,6%). Os demais citados não alcançaram 2%.

Na versão estimulada (em que é apresentada uma relação de nomes), Lula e Jair Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, com 30,3% e 30,1%, respectivamente. Em terceiro apareceu o ex-governador Ciro Gomes (PDT), com 9,8%.

Bolsonaro está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O instituto apresentou aos entrevistados um cenário sem o ex-presidente. Nesse caso, Lula tem 30,4% das intenções. O segundo lugar fica empatado entre três nomes: Ciro Gomes (14,3%); o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Bolsonaro, com 14%; e o influenciador Pablo Marçal (PRTB), com 13,2%.

Os percentuais ficam semelhantes quando, no lugar de Tarcísio, é apresentado o nome do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O filho do ex-presidente também fica empatado com Ciro e pouco a frente de Marçal. Lula lidera com 31,1%.

No cenário em que a esquerda é representada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), no lugar de Lula, Ciro Gomes assume o primeiro lugar. O ex-governador cearense tem 19,7% das intenções, mas fica em situação de empate técnico com Haddad, com 16,2%, seguido por Tarcísio e Marçal, ambos com 14%.

As simulações de segundo turno apontam empates técnicos em todas as combinações. Entre Lula e Bolsonaro, o ex-presidente fica numericamente à frente, com 43,4% ante 41,6%. O petista se sai melhor contra Tarcísio (41,2% a 40,7%). Bolsonaro também derrotaria Haddad (43,% a 39,4%), que também perderia para Tarcísio, mas por margem menor (38,3% a 37,3%).

A pesquisa também mostrou que 35% dos entrevistados preferem um candidato que não esteja ligado nem a Lula nem a Bolsonaro. Enquanto isso, 31% demonstram preferência por Bolsonaro e seu grupo político, e 29% se alinham a Lula e seus aliados.

Denúncia da PGR contra Bolsonaro

Sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e outras 33 pessoas por envolvimento numa trama golpista, a pesquisa apontou que, para 26,9% o ex-presidente é o "principal responsável". Outros 28,9% dizem que ele é "um dos responsáveis" e para 27,6% não é responsável. Disseram não saber ou não responderam a essa pergunta 16,6% dos entrevistados.

Para 69,3% as denúncias da PGR não mudaram a opinião deles sobre Bolsonaro. As opiniões sobre o desfecho do caso estão divididas: 45% acreditam que Bolsonaro será absolvido, enquanto 41% consideram que ele será condenado. A maioria dos entrevistados vê motivação política nas denúncias. Além disso, o levantamento aponta que 27,3% das pessoas sabem do caso e do detalhamento das informações; 39,7% já ouviram falar superficialmente e 31,7% nunca ouviram falar sobre o assunto.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ato no Palácio do Planalto — Foto: José Cruz/Agência Brasil

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