Ataques russos com mísseis no sudeste da Ucrânia mataram pelo menos 11 pessoas nesta terça-feira (24), segundo autoridades locais, enquanto o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky instava os aliados de Kiev em uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a fortalecer a indústria de defesa da Ucrânia.
O ataque, em duas ondas, matou nove pessoas na cidade de Dnipro, segundo o governador regional Serhiy Lysak, onde a onda de explosão também atingiu dezenas de passageiros de um trem com estilhaços de vidro e danificou escolas e um hospital. Lysak disse que 18 crianças estavam entre os 153 feridos.
Duas pessoas também foram mortas na cidade de Samar, a cerca de 10 km de Dnipro, informou o serviço de emergências do Estado. As autoridades não forneceram detalhes sobre os danos no local.
O raro ataque diurno ocorreu enquanto Zelensky pressionava os países-membros da Otan na Holanda a aumentarem seus investimentos no setor de defesa da Ucrânia e a reprimirem o fornecimento de componentes estrangeiros que, segundo ele, a Rússia usa para construir suas armas.
"Esta não é uma luta onde é difícil escolher um lado", escreveu Zelensky, nas redes sociais em resposta ao ataque. "Apoiar a Ucrânia significa defender a vida."
Zelensky também deve se encontrar com o presidente dos EUA, Donald Trump, à margem da cúpula.
A Rússia intensificou os ataques aéreos contra a Ucrânia nas últimas semanas, particularmente contra a capital, Kiev, onde 28 pessoas foram mortas em 17 de junho, no ataque mais mortal neste ano. Outras 10 pessoas foram mortas em ataques aéreos contra Kiev e região na segunda-feira.