O programa nuclear do Irã não pode ser completamente destruído por meio de uma ofensiva militar, disse, nesta sexta-feira (13), o chefe do Conselho de Segurança Nacional de Israel, Tzachi Hanegbi. O país lançou ataques em grande escala contra seu arquirrival.
Em declarações à emissora israelense Channel 13 TV, no entanto, Hanegbi afirmou que a campanha militar poderia "criar as condições para um acordo de longo prazo, liderado pelos Estados Unidos, que impedirá completamente o programa nuclear.
Os ataques provocaram explosões na capital Teerã, enquanto Israel afirmou que estava mirando instalações nucleares e militares iranianas. A mídia estatal iraniana informou que o líder da Guarda Revolucionária paramilitar do Irã, o chefe do seu programa de mísseis e dois dos principais cientistas nucleares foram mortos.
Israel afirmou que o Irã retaliou enviando mais de 100 drones em direção ao território israelense, a maioria dos quais foi interceptada.
Instalação de refino de Natanz é parcialmente destruída
Na ação militar iniciada na noite de ontem, o Exército de Israel disse ter destruído parcialmente a unidade de enriquecimento de urânio de Natanz, no Irã, a maior do país em capacidade de refino, após relatos iniciais de que nuvens de fumaça preta foram vistas na região onde fica o centro de enriquecimento.
Segundo o jornal “Times of Israel”, os ataques da Força Aérea de Israel destruíram a seção subterrânea do local, que abrigava “um salão de enriquecimento de múltiplos níveis com centrífugas, salas elétricas e outras infraestruturas de apoio”.
As Forças Armadas israelenses afirmam que destruíram “infraestruturas críticas” que seriam usadas no projeto de armas nucleares do Irã.
O exército de Israel afirma que o local tem capacidade de refino de urânio em níveis necessários para uso militar.