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Argentina quer diminuir restrições para países do Mercosul firmarem acordos fora do bloco

A Argentina busca ampliar a flexibilidade do Mercosul, afirmou nesta sexta-feira (6) o ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno. O objetivo ...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/02/2026 às 13:30 · Atualizado há 21 horas
Argentina quer diminuir restrições para países do Mercosul firmarem acordos fora do bloco
Foto: Reprodução / Arquivo

A Argentina busca ampliar a flexibilidade do Mercosul, afirmou nesta sexta-feira (6) o ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno.

O objetivo é permitir que os países do bloco possam firmar acordos comerciais com outros países ou blocos sem a necessidade de consenso.

As declarações do ministro foram feitas durante uma coletiva de imprensa convocada para detalhar o acordo firmado entre a Argentina e os Estados Unidos, anunciado na véspera.

O tratado prevê redução de tarifas e um plano recíproco de investimentos entre os dois países.

O acordo também inclui materiais críticos, em linha com a estratégia do presidente americano, Donald Trump, de reduzir a dependência da China.

A Argentina busca ampliar a flexibilidade do Mercosul, afirmou nesta sexta-feira (6) o ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno.

As declarações do ministro foram feitas durante uma coletiva de imprensa convocada para detalhar o acordo firmado entre a Argentina e os Estados Unidos, anunciado na véspera. O tratado prevê redução de tarifas e um plano recíproco de investimentos entre os dois países.

O acordo também inclui materiais críticos, em linha com a estratégia do presidente americano, Donald Trump, de reduzir a dependência da China — hoje dominante na produção e no refino desses insumos essenciais para tecnologia, energia e defesa.

De acordo com Quirno, porém, a negociação com os EUA não impede que a China participe de investimentos no setor de mineração da Argentina. Ele acrescentou que Trump e o presidente Javier Milei continuarão a avaliar a possibilidade de reduzir as tarifas sobre o alumínio e o aço argentinos.

Segundo o texto do acordo, haverá cooperação e investimentos dos EUA em toda a cadeia do setor na Argentina — desde a exploração até o refino, processamento e exportação. O documento também prevê a redução de "barreiras comerciais de longa data" e oferece maior acesso ao mercado argentino para exportadores dos EUA.

A expectativa, segundo o embaixador americano e negociador comercial Jamieson Greer, que anunciou o tratado na quinta-feira, é ampliar negócios que vão de veículos automotores a produtos agrícolas.

O documento divulgado pelo governo dos EUA informa que o acordo não entra em vigor imediatamente após a assinatura. Ele só passa a valer 60 dias depois da troca de notificações por escrito que confirmem a conclusão dos trâmites legais internos — ou em outra data que os países definirem.

Após entrar em vigor, o acordo prevê que a Argentina zere ou reduza para cerca de 2% as tarifas aplicadas a milhares de produtos dos EUA, além de abrir cotas isentas para itens estratégicos, como 80 mil toneladas de carne bovina e 10 mil veículos.

Em contrapartida, os EUA eliminarão tarifas para determinados produtos agrícolas argentinos e limitarão eventuais sobretaxas a um teto de 10% sobre os demais bens.

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