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Após pressão, Israel sela acordo com a UE para ampliar entrada de ajuda humanitária em Gaza | Mundo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/07/2025 às 11:39 · Atualizado há 14 horas
Após pressão, Israel sela acordo com a UE para ampliar entrada de ajuda humanitária em Gaza | Mundo
Foto: Reprodução / Arquivo

A União Europeia (UE) selou nesta quinta-feira (10) um acordo com Israel para ampliar significativamente a entrega de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, após alertas de organizações internacionais e crescente pressão externa sobre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

O bloco exigiu que o governo israelense encerrasse os ataques “abomináveis” contra a população palestina e aliviasse as restrições à entrada de ajuda externa no enclave, o que, segundo autoridades da UE, configura uma violação do direito internacional, conforme informou o “Financial Times”.

A UE também alertou que poderá suspender seu acordo comercial com Israel devido a possíveis violações das cláusulas de direitos humanos previstas no tratado.

A chefe da diplomacia do bloco europeu, Kaja Kallas, afirmou nesta quinta que, após um “diálogo construtivo” entre as partes, foi estabelecido que Israel deverá “melhorar a situação humanitária na Faixa de Gaza”.

As novas medidas incluem o aumento substancial do número diário de caminhões com alimentos e itens não perecíveis entrando em Gaza, além da abertura de novas passagens nas regiões norte e sul, e a reativação das rotas via Jordânia e Egito, segundo Kallas.

O processo está sendo coordenado pela Organização das Nações Unidas (ONU), de acordo com informações de um funcionário da UE ao “FT”, e não pela controversa Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês), uma entidade privada apoiada pelos Estados Unidos e por Israel.

O pacto prevê ainda a retomada do fornecimento de combustível para instalações humanitárias, bem como o reparo e a manutenção de obras de infraestrutura, como as unidades de dessalinização de água, informou a Comissão Europeia, braço executivo da UE.

Em março, o governo israelense impôs um bloqueio de 10 semanas à entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, sob o argumento de pressionar o grupo militante Hamas a se render e libertar os reféns ainda mantidos em cativeiro.

Diante da pressão internacional, o governo Netanyahu cedeu e, em maio, passou a permitir a entrada limitada de ajuda por meio de algumas organizações.

O principal foco dos esforços israelenses e dos EUA tem sido a GHF, que, desde o início de suas operações em maio, enfrenta acusações de instrumentalizar os suprimentos humanitários em favor dos objetivos militares de Israel.

Segundo a ONU, mais de 600 palestinos foram mortos por disparos israelenses nas últimas semanas, em rotas de acesso aos centros de distribuição da GHF.

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