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Após exames, médicos descartam convulsão e dizem que Bolsonaro teve lesão na têmpora

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o Hospital DF Star, onde realizou exames na cabeça nesta quarta-feira (7), e retornou à Superintendência da Políci...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 18:06 · Atualizado há 1 semana
Após exames, médicos descartam convulsão e dizem que Bolsonaro teve lesão na têmpora
Foto: Reprodução / Arquivo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o Hospital DF Star, onde realizou exames na cabeça nesta quarta-feira (7), e retornou à Superintendência da Polícia Federal (PF), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe.

De acordo com o médico do ex-presidente, Brasil Caiado, ele teve uma lesão em partes moles nas regiões temporal direita e frontal direita, por consequência de uma queda. Após os exames, o médico descartou hipóteses mais graves que explicassem o acidente, como ocorrência de convulsão, aventada na véspera.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o filho Carlos Bolsonaro compareceram ao hospital mas não estiveram com o ex-presidente. Bolsonaro chegou ao hospital por volta das 11h30 da manhã e deixou o local às 16h28 da tarde.

Jair Bolsonaro teve ferimentos leves, segundo a equipe médica da PF, mas a defesa pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para realizar exames de tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma.

Caiado afirmou que a equipe médica inicialmente considerou a hipótese de Bolsonaro ter caído da cama. No entanto, após conversa com o paciente, foram identificados elementos que levantaram dúvidas sobre essa versão inicial.

Segundo Caiado, Bolsonaro teria se levantado pelo lado esquerdo, mas a contusão foi identificada no lado direito da cabeça, o que gerou questionamentos sobre a dinâmica do episódio. Diante dessa inconsistência, a equipe decidiu solicitar exames encefálicos de praxe para averiguar melhor o quadro clínico.

Os exames investigavam uma possível crise convulsiva. Os resultados, no entanto, não confirmaram a ocorrência de convulsões. Uma das hipóteses consideradas é a de interação medicamentosa.

Segundo o médico, a equipe avalia a conduta a ser adotada caso episódios semelhantes se repitam, incluindo a possibilidade de ajuste ou suspensão de medicamentos.

Caiado afirmou que Bolsonaro relatou sintomas de tontura e desequilíbrio. A avaliação é de que o ex-presidente provavelmente caminhou e pode ter sofrido uma queda após ter se levantado.

Se acontecer alguma coisa com o meu marido é responsabilidade, sim, da instituição

— Michelle e Carlos Bolsonaro cobraram agilidade da PF e reclamaram da demora para o encaminhamento ao hospital. , disse a jornalistas.

Segundo a ex-primeira-dama, Bolsonaro não seguiu o protocolo e não acionou o botão existente dentro da cela para indicar necessidade de atendimento médico.

Michelle e Carlos indicaram que a defesa continuará a insistir em um pedido para prisão domiciliar do ex-presidente.

Eles voltaram a reclamar de ruídos do ar condicionado e do que classificaram como “problemas estruturais” da cela.

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