Publicidade
Capa / Econômia

ANP condiciona retomada da perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas a esclarecimento

A agência reguladora do setor de petróleo ANP condicionou a retomada da atividade de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, pela Petrobras, à prestação de e...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 16:45 · Atualizado há 1 dia
ANP condiciona retomada da perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas a esclarecimento
Foto: Reprodução / Arquivo

A agência reguladora do setor de petróleo ANP condicionou a retomada da atividade de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, pela Petrobras, à prestação de esclarecimentos sobre o que causou o vazamento de fluido sintético nas águas da região, considerada ambientalmente sensível, segundo documentos vistos pela Reuters e uma fonte a par da situação.

A decisão da ANP, assinada na quarta-feira (7), afirma que a Petrobras precisa apresentar uma avaliação inicial das causas do evento e de seus potenciais impactos e ações mitigadoras antes de retomar as operações, em águas profundas do Amapá.

A unidade (sonda de perfuração) ODN II (NS-42) somente poderá retomar a atividade de perfuração após autorização expressa da ANP

— diz o documento.

A Petrobras avaliava que a campanha exploratória no campo de Morpho poderia ser retomada em até 20 dias, conforme fontes próximas da empresa, antes da reunião com a ANP.

A perda de fluido foi identificada no último domingo (4) em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. O problema paralisou as atividades.

A Petrobras não respondeu imediatamente a um pedido de comentários, mas já havia informado anteriormente que o vazamento foi contido e que o fluido é biodegradável, não oferecendo risco ao meio ambiente ou às pessoas, segundo a empresa.

Procurada, a ANP não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

A Petrobras passou anos tentando obter licença para perfurar na região, tida como a de maior potencial para abrir uma nova fronteira exploratória, pois compartilha a mesma geologia com a vizinha Guiana, onde a ExxonMobil está desenvolvendo grandes campos de petróleo.

O vazamento gerou protestos de ativistas e organizações indígenas locais, que há anos alertam sobre o impacto potencial que a exploração de petróleo pode ter nos ecossistemas marinhos e costeiros da região.

Durante uma reunião com representantes da ANP na quarta-feira, a Petrobras afirmou que ainda não sabe o que causou o incidente, segundo documento.

O mesmo documento também mostra que o vazamento foi maior do que o inicialmente informado, em um volume de pouco mais de 18 metros cúbicos, em vez de cerca de 15.

O regulador planeja também inspecionar a sonda de perfuração em fevereiro, segundo uma fonte próxima ao assunto, acrescentando que a perfuração pode ser retomada antes disso.

Ao iniciar a perfuração em outubro, a Petrobras estimou que as atividades deveriam durar por cerca de cinco meses.

Medidas atingem seis produtos diferentes, incluindo medicamentos para problemas gastrointestinais, alergias e tumores

Ministro afirma que fez o melhor possível diante das 'limitações políticas' e orçamentárias que enfrentou

Nesta semana, a companhia anunciou recall de lotes de marcas como NAN, BEBA, Gigoz, SMA e Alfamino, por uma possível contaminação com cereulide, uma toxina que pode provocar náuseas e vômitos

Decisão é um 'gol contra colossal' que prejudicará economia, empregos e padrão de vida dos americanos, afirma secretário executivo da UNFCCC

Contratos futuros do metal precioso com entrega para fevereiro recuaram 0,04%, a US$ 4.460,7 por onça-troy

Preocupação, segundo fontes, é evitar que a gestão petista seja responsabilizada pelo imbróglio financeiro, a exemplo do que aconteceu no ano passado sobre a fiscalização do Pix

Mudanças no cronograma de emissões buscam melhorar liquidez e alongar a dívida, mas geram debate sobre custo e concentração

Presidente francês afirmou, por meio de rede social, que houve uma rejeição política unânime do acordo na França, apesar das "concessões significativas" para os agricultores da União Europeia

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade