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Anfavea prevê mercado interno com 2,8 milhões de veículos em 2025, crescimento de 5,6% | Empresas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 12/12/2024 às 12:46 · Atualizado há 2 dias
Anfavea prevê mercado interno com 2,8 milhões de veículos em 2025, crescimento de 5,6% | Empresas
Foto: Reprodução / Arquivo

O aumento da taxa básica de juros (Selic) para 12,25%, definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na tarde de quarta-feira (11), levou os fabricantes de veículos a rever, durante a madrugada, projeções para 2025 que já haviam sido preparadas para serem anunciadas nesta quinta-feira (12).

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) anunciou, pela manhã, a previsão de vendas de 2,8 milhões de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus em 2025, o que representará um crescimento de 5,6% em relação a 2024, que, por sua vez, alcançará um incremento de 15% na comparação com 2023, ainda segundo a Anfavea.

De acordo com o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, antes da reunião do Copom, a entidade havia feito a projeção de chegar a três milhões de unidades no próximo ano. Isso daria um incremento de quase 13% em relação a 2024.

Hoje, 45% das vendas de carros são financiadas. Segundo Leite, a entidade esperava, não fosse o aumento da Selic, que em 2025 os negócios com vendas a prazo poderiam chegar a 70%.

“O problema nem foi tanto o aumento de um ponto percentual, mas a tendência de aumento posterior de mais um e, depois, mais um”, disse Leite, na apresentação das projeções em entrevista na Anfavea, nesta quinta-feira (12).

Na produção, a Anfavea projeta volume de 2,74 milhões de unidades, o que representa aumento de 6,8% em comparação com 2024. A produção no próximo ano, segundo Leite, deverá se expandir como resultado da onda de investimentos no desenvolvimento de novos veículos, híbridos elétricos de fabricantes locais e também como efeito do início de funcionamento de novas fábricas, sobretudo de marcas chinesas.

A exportação tende a alcançar 428 mil veículos em 2025, um aumento de 6,8%, segundo cálculo da Anfavea. De acordo com Leite, apesar da “reforma tributária possível”, que foi feita, o Brasil “continuará exportando impostos”, o que reduz sua competitividade no mercado externo.


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