Especialistas em América Latina reunidos em debate online pelo Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) nesta sexta-feira (9) afirmaram que deve-se esperar instabilidade na Venezuela nos próximos meses, sem perspectiva de convocação de eleições e com possível disputa entre facções dentro do chavismo.
É uma troca de autocrata sem mudança de regime. É uma continuidade sob pressão, não mudança real
— disse Juan González, do Georgetown Institute, que trabalhou no Conselho de Segurança Nacional nos governos Obama e Biden. Para ele, após a deposição do ditador Nicolás Maduro e da posse de sua vice, Delcy Rodríguez, ainda há risco de escalada na crise, já que distintas facções do chavismo não confiam umas nas outras.
Na avaliação de González, é improvável que os Estados Unidos mantenham o controle sobre o país e sobre a produção de petróleo sem algum tipo de presença militar, e o futuro da Venezuela ainda não foi definido pela ação do último sábado (3), quando Maduro foi capturado.
O risco de intervenção americana em outros países do continente foi avaliado como baixo tanto por González quanto por Christopher Garman, diretor-executivo para América Latina do Eurasia. Para González, a Venezuela é um ponto fora da curva, por seu isolamento.
O que aconteceu na Venezuela não é replicável em outros países como Colômbia e México, mas essa ação reforçou a prioridade de Trump para o Hemisfério Ocidental e o sucesso dela pode dar mais força a Trump em relação à Groenlândia
— afirmou Garman, mencionando países que sofreram algum tipo de ameaça recente do presidente dos EUA, Donald Trump. “Estamos de olho em Cuba, porque ali há risco de asfixia econômica”, disse.
política pontual, circunstancial
— Para Hussein Kalout, analista do Cebri, a intervenção dos EUA se caracteriza como uma e ainda não traz definições, que terão que ser construídas em uma segunda etapa. A ação americana terá como consequência o aumento do gasto militar nos países da região, inclusive no Brasil, estima Kalout.
Os analistas não veem oportunidades no momento para mediação do Brasil na Venezuela, dado que o governo Trump está dialogando diretamente com Delcy Rodríguez.
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