A Âmbar Energia, empresa de energia do grupo J&F, afirmou, nesta quinta-feira (28, que a usina termelétrica movida a carvão Candiota III é economicamente inviável para participar do leilão de reserva de capacidade pelos termos do edital publicado na última sexta-feira (22), pelo Ministério de Minas e Energia (MME).
A nota divulgada pela empresa, que pertence aos irmãos Batista, é uma resposta ao comunicado feito na quarta (27) pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), que disse que, ao viabilizar a contratação de usinas a carvão, as portarias do ministério buscam “resolver o destino” de usinas cujos contratos já se aproximam do fim, deixando evidente a “tentativa de favorecimento de grupos empresariais do setor carbonífero”, citando diretamente a Âmbar e a Eneva.
“A FNCE e sua proprietária Abrace [Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres] provaram ser capazes de tudo em sua luta eterna para impedir a contratação de energia de reserva pelo país, o que obriga os pequenos consumidores a pagar sozinhos pelo custo da segurança energética de todo o sistema”, diz a nota.
“Ao contrário do afirmado irresponsavelmente pela FNCE, a participação da usina de Candiota III no leilão de reserva de capacidade (LRCap) é economicamente inviável pelos termos do edital publicado”, acrescenta.
A empresa diz ainda que os técnicos das entidades ignoram princípios básicos do mercado elétrico, com o intuito de “enganar a população sobre seus reais interesses”.
Procurada, a Eneva não retornou o contato até o fechamento deste texto.