O vice-presidente, Geraldo Alckmin, celebrou a alta de 0,89% no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), uma espécie de prévia do PIB, nesta segunda-feira. Segundo Alckmin, o resultado foi "muito acima do esperado".
"Hoje, nós tivemos a prévia do PIB: 0,89%, muito acima do esperado. O dólar caiu, para R$ 5,68. A bolsa subiu", disse Alckmin em entrevista coletiva no Palácio do Planalto. "Empresa que quiser ser global, tem que estar no Brasil. Nós estamos falando de uma das maiores economias do mundo", completou o vice-presidente, que é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A alta registrada hoje foi a maior desde junho do ano passado, quando a variação foi de 1,1%. Em dezembro de 2024, o indicador teve de queda de 0,60% (dado revisado de baixa de 0,73%).
O resultado de janeiro veio acima da mediana das estimativas colhidas pelo Valor Data, de alta de 0,25%. O dado também ficou dentro do intervalo das projeções, que iam de recuo de 0,1% a crescimento de 1,3%.
No trimestre encerrado em janeiro, a alta foi de 0,26% em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo mês de 2024, por sua vez, houve alta de 3,58%.
Nos 12 meses encerrados em janeiro, o indicador apresentou avanço de 3,82%. Devido às constantes revisões, o indicador acumulado em 12 meses é mais estável do que a medição mensal.
Por fim, na média móvel trimestral, usada para captar tendências, o IBC-Br teve alta de 0,17% em relação aos três meses encerrados em dezembro.
O IBC-Br tem metodologia de cálculo distinta das contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC, de frequência mensal, permite acompanhamento mais frequente da evolução da atividade econômica, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) de frequência trimestral, descreve um quadro mais abrangente da economia.