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Agricultores franceses bloqueiam ruas de Paris em protesto contra acordo com o Mercosul

Agricultores em tratores protestavam em ruas e vários pontos turísticos de Paris nesta quinta-feira (8).

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 06:10 · Atualizado há 1 semana
Agricultores franceses bloqueiam ruas de Paris em protesto contra acordo com o Mercosul
Foto: Reprodução / Arquivo

Agricultores em tratores protestavam em ruas e vários pontos turísticos de Paris nesta quinta-feira (8).

O ato ocorre contra o acordo comercial da União Europeia (UE) com o Mercosul.

Agricultores de diversos sindicatos convocaram os protestos em Paris em meio a negociação de acordo de livre comércio entre os países da UE e países da América do Sul com importações de alimentos baratos.

O protesto aumenta ainda mais a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron e seu governo, um dia antes de os Estados-membros da União Europeia deverem votar o acordo comercial.

Agricultores da França fazem protesto contra o acordo entre Mercosul e União Europeia

Antes de amanhecer, agricultores em tratores protestavam em ruas e vários pontos turísticos de Paris nesta quinta-feira (8). O ato ocorre contra o acordo comercial da União Europeia (UE) com o Mercosul.

Agricultores de diversos sindicatos convocaram os protestos em Paris em meio a negociação de acordo de livre comércio entre os países da UE e países da América do Sul com importações de alimentos baratos, além da indignação com a forma como o governo vem lidando com uma doença que afeta o gado.

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Em tratores, os manifestantes romperam os bloqueios policiais e circularam pela avenida Champs-Élysées e bloquearam a via ao redor do Arco do Triunfo.

Protesto contra acordo de livre comércio UE-Mercosul, em Paris — Foto: Sarah Meyssonnier/Reuters

Dezenas de tratores bloquearam rodovias que levam à capital antes do horário de pico da manhã, incluindo a A13, que liga os subúrbios do oeste e a Normandia a Paris, causando 150 quilômetros de congestionamentos, segundo o ministro dos Transportes.

O protesto aumenta ainda mais a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron e seu governo, um dia antes de os Estados-membros da União Europeia deverem votar o acordo comercial. Sem maioria no Parlamento, qualquer erro de política de Macron pode resultar em um perigoso voto de desconfiança na Câmara.

Nesta semana, a Comissão Europeia propôs antecipar 45 bilhões de euros em recursos da UE para agricultores no próximo orçamento e concordou em reduzir tarifas de importação sobre alguns fertilizantes, numa tentativa de conquistar países hesitantes em apoiar o Mercosul.

Os agricultores também pedem pelo fim da política de abate de bovinos em resposta à contagiosa doença da dermatite nodular, que consideram excessiva, defendendo a vacinação, além de reclamarem dos altos custos e da regulamentação excessiva.

Os agricultores não são nossos inimigos

— A polícia estava evitando confrontos com os manifestantes, afirmou o ministro dos Transportes, Philippe Tabarot. , disse ele.

A França há muito tempo se opõe firmemente ao acordo e, mesmo após extrair concessões de última hora, a posição final de Macron ainda não é conhecida.

Mesmo tendo obtido concessões significativas, o acordo é um tema politicamente sensível para o governo, em meio às eleições municipais de março e ao bom desempenho da extrema direita nas pesquisas antes da eleição que substituirá Macron em 2027.

Este tratado ainda não é aceitável

— disse a porta-voz do governo, Maud Brégeon, à rádio France Info. Ela se recusou a dizer se Macron votará a favor ou contra o acordo, ou se irá se abster.

A ministra francesa da Agricultura, Annie Genevard, afirmou na quarta-feira que, mesmo que os países da UE apoiem o acordo, a França continuará a combatê-lo no Parlamento Europeu, cuja aprovação também será necessária para que o tratado entre em vigor.

O acordo tem apoio de países como Alemanha e Espanha, e a Comissão parecia mais próxima de conquistar o apoio da Itália. O aval de Roma significaria que a UE teria votos suficientes para aprovar o acordo comercial com ou sem o apoio francês.

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