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Ações da Azul despencam mais de 70% nesta quarta; entenda

As ações da Azul despencavam mais de 70% nesta quinta-feira (8).

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 15:40 · Atualizado há 7 horas
Ações da Azul despencam mais de 70% nesta quarta; entenda
Foto: Reprodução / Arquivo

As ações da Azul despencavam mais de 70% nesta quinta-feira (8).

Com isso, os papéis da companhia acumulavam queda superior a 90% em cinco dias.

A forte desvalorização dos papéis na bolsa acontece por conta do início da oferta pública de ações ordinárias (com direito a voto) e preferenciais (sem direito a voto), feita pela companhia como parte de seu plano de reestruturação.

troca obrigatória de dívidas financeiras

— Segundo comunicado divulgado pela Azul em dezembro, quando a decisão de vender as ações foi anunciada ao mercado, o objetivo da oferta é a capitalização da companhia por meio da .

Na prática, isso significa que parte das dívidas da empresa está sendo convertida em ações. Ou seja, os credores deixam de receber os juros e passam a se tornar acionistas.

As ações da Azul despencavam mais de 70% perto das 15h30 desta quinta-feira (8). Com isso, os papéis da companhia acumulavam queda superior a 90% em cinco dias.

A forte desvalorização dos papéis na bolsa acontece por conta do início da oferta pública de ações ordinárias (com direito a voto) e preferenciais (sem direito a voto), feita pela companhia como parte de seu plano de reestruturação.

De acordo com a companhia, a operação resultou em uma oferta de R$ 7,4 bilhões em ações — fator que ajuda a explicar a forte queda dos papéis da empresa nesta quinta-feira.

troca obrigatória de dívidas financeiras

— Segundo comunicado divulgado pela Azul em dezembro, quando a decisão de vender as ações foi anunciada ao mercado, o objetivo da oferta é a capitalização da companhia por meio da .

Na prática, isso significa que parte das dívidas da empresa está sendo convertida em ações. Ou seja, os credores deixam de receber os juros e passam a se tornar acionistas. A medida contribui para reduzir o endividamento e abre espaço para uma reorganização financeira por parte da Azul.

Para viabilizar a operação, foram emitidas 723,9 bilhões de ações ordinárias e o mesmo volume de ações preferenciais, vendidas em lotes de 1 mil e 10 mil papéis.

A Justiça americana aprovou o plano de reorganização da Azul em dezembro do ano passado, marcando a conclusão de mais uma etapa do processo de recuperação judicial da companhia.

A Azul entrou com pedido de proteção sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, também conhecido como “Chapter 11”, em maio do ano passado. O mecanismo é semelhante ao processo de recuperação judicial adotado no Brasil.

O processo de reestruturação previsto no Chapter 11 estabelece os termos para a reorganização das obrigações financeiras e operacionais da companhia.

efeitos profundos da pandemia de Covid‑19, combinados a pressões macroeconômicas e setoriais

— Segundo a empresa, a entrada no mecanismo de proteção ocorreu após a Azul enfrentar que elevaram significativamente seu endividamento.

Em meio à instabilidade econômica e política no Brasil, a companhia adotou diversas medidas de reestruturação e captação de recursos entre 2020 e 2025, culminando no protocolo do Chapter 11 em maio de 2025

— disse a empresa.

A Azul não foi a primeira companhia do setor aéreo brasileiro a recorrer à recuperação judicial: Gol e Latam também já passaram por processos semelhantes.

A Gol, por exemplo, adotou a medida em 2024, diante de dívidas estimadas em R$ 20 bilhões, enquanto a Latam recorreu ao mecanismo em 2020.

Como o g1 já mostrou, o aumento no volume de pedidos de recuperação judicial no setor aéreo reflete uma série de fatores, como:

A Latam concluiu seu processo de Chapter 11 em 2022, enquanto a Gol saiu oficialmente do procedimento em junho de 2025. No caso da Azul, a expectativa da empresa é concluir o processo ainda neste ano.

Aeronave A321M Azul Linhas Aéreas — Foto: Azul Linhas Aéreas/Divulgação

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