A girafa acima não é albina. Ela tem uma condição genética rara chamada leucismo, que confere a cor branca a animais que geralmente são coloridos. Diferentemente dos albinos, os bichinhos com leucismo têm pigmentação em algumas partes do corpo, como os olhos e patas.
A condição é rara por um motivo: a melanina (o pigmento da pele) é importante para proteger os animais contra os raios UV, regular a temperatura corporal e camuflá-los. A falta dela, então, não é exatamente uma vantagem evolutiva.
As girafas brancas foram vistas no Quênia pela primeira vez em março de 2016. O vídeo acima foi gravado em 2017, no nordeste do país.
Até 2020, só existiam três girafas com leucismo conhecidas no mundo: um macho e uma fêmea adultos, e um filhote de cerca de nove meses. Em março daquele ano, a mãe e o filho (que aparecem no vídeo) foram encontrados mortos, vítimas de caçadores ilegais.
Resta uma única girafa branca na savana: um macho sem nome definido. Em novembro de 2020, alguns meses após a morte da mãe e filhote, o macho restante foi equipado com um dispositivo GPS. O instrumento foi acoplado ao chifre do animal, que está sendo monitorado pela Ishaqbini Hirola Community Conservancy.
O grupo sem fins lucrativos recebe atualizações a cada hora sobre a localização do último membro da família branca. A Kenya Wildlife Society, principal órgão de conservação do país, também se disponibilizou para colaborar no monitoramento.