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“Trend” nas redes sociais, raspar os cílios pode causar lesões nos olhos

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 03/12/2025 às 18:00 · Atualizado há 5 dias
“Trend” nas redes sociais, raspar os cílios pode causar lesões nos olhos
Foto: Reprodução / Arquivo

Uma novidade tendência nas redes sociais, principalmente no TikTok, mostra homens raspando completamente os cílios porquê um suposto símbolo de masculinidade. A prática, que ganhou repercussão em países porquê Estados Unidos e Reino Unificado e alcançou milhares de visualizações, agora começa a circundar também entre jovens brasileiros e preocupa especialistas em saúde ocular.

O ato pode parecer inofensivo, mas traz uma série de riscos. “Os cílios não estão ao volta dos olhos unicamente por uma questão estética, eles exercem funções essenciais para a proteção e o bom funcionamento da superfície ocular”, ressalta o oftalmologista Lucas Zago Ribeiro, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

Esses pequenos fios atuam porquê uma barreira física contra poeira, sujeira e micro-organismos, além de ajudarem na filtragem do ar e da radiação ultravioleta. Também são altamente sensíveis e disparam o revérbero de piscar ao detectar um pouco se aproximando. Eles ainda contribuem para reduzir a evaporação da lágrima e evitar o ressecamento ocular.

Ao removê-los desnecessariamente, todos esses mecanismos de proteção são comprometidos. O principal risco inopino é a lesão de estruturas delicadas, porquê a córnea e a borda palpebral. “O uso de lâminas ou objetos cortantes tão próximos aos olhos também pode suscitar ferimentos graves e dolorosos, com potencial de comprometer a visão”, alerta Zago.

Além do risco de cortes, partículas dos próprios cílios podem desabar sobre a superfície ocular durante a raspagem, provocando irritação, inflamação ou infecção. A exiguidade prolongada dos fios também aumenta a exposição a poeira, vento e micro-organismos, favorecendo quadros de blefarite (inflamação das pálpebras), infecções recorrentes e ressecamento ocular crônico, que costuma suscitar sensação de areia, pruído e vermelhidão.

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Cada olho tem entre 150 e 250 cílios, com desenvolvimento médio de quatro a dez semanas em seguida o golpe. Porém, o traumatismo repetido pode danificar a raiz dos fios e suscitar falhas permanentes. “Quando há dano direto à borda palpebral, o cílio pode crescer mais fino, torto ou em menor quantidade”, avisa o oftalmologista.

Outro problema geral é o desequilíbrio das glândulas palpebrais, responsáveis pela produção da classe oleosa da lágrima e que ajudam a evitar que a lágrima evapore rápido demais. Quando a raspagem altera essa região, o olho fica mais sedento e exposto, o que pode intensificar o desconforto.

Caso alguém já tenha raspado os cílios, Zago recomenda observar sinais de irritação, calor, inchaço, dor, vermelhidão ou secreção ocular. É precípuo procurar avaliação oftalmológica, já que o uso de colírios lubrificantes pode sossegar o desconforto. Somente o perito pode identificar se há infecção ou inflamação mais grave.

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Embora ainda não existam estudos específicos sobre a raspagem estética dos cílios, a literatura médica já descreve situações em que eles são removidos por indicação terapia, porquê em quadros de triquíase (desenvolvimento virado dos cílios) ou distiquíase (promanação de fileiras extras). “Mesmo nesses casos, a remoção é feita sob supervisão médica e com técnicas especializadas. Fora desse contexto, o risco é desnecessário”, frisa o oftalmologista do Einstein Goiânia.

Além dos impactos físicos, o médico labareda atenção para o papel das redes sociais na disseminação desse tipo de comportamento. “Influenciadores com milhões de seguidores precisam ter consciência de que suas ações têm impacto. Quando divulgam práticas sem base científica, podem induzir comportamentos perigosos, principalmente entre adolescentes que repetem o que veem por curiosidade ou estética”, alerta Lucas Zago.

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