O telescópio Gemini Sul, instalado no superior do Cerro Pachón, nos Andes chilenos, acaba de registrar uma das imagens mais marcantes de sua história: uma visão detalhada da Nebulosa da Mariposa, uma estrutura de gás em expansão que fica entre 2,5 e 3,8 milénio anos-luz da Terreno, na constelação de Escorpião.
O retrato foi divulgado no termo de novembro e marca os 25 anos da primeira imagem capturada pelo observatório, inaugurado em novembro de 2000. A escolha do cândido veio de estudantes chilenos que participaram de um concurso para selecionar qual objeto sideral deveria ser fotografado na data comemorativa.
A nebulosa também é conhecida pelo nome de catálogo NGC 6302. Apesar do sobrenome toar poético, a estrutura não é o resquício de um inseto espacial, mas o termo turbulento da vida de uma estrela semelhante ao Sol, só que com mais volume.
Esse tipo de objeto é chamado de nebulosa planetária. O nome engana: quando os primeiros astrônomos do século 18 observaram essas nuvens arredondadas através de telescópios rudimentares, acharam que elas lembravam a forma de planetas. O termo permaneceu, embora hoje se saiba que elas representam a período final de estrelas de baixa e média volume – e não tenha zero a ver com planetas.
No caso da NGC 6302, as formas amplas e alongadas lembram asas abertas, o que rendeu apelidos porquê Nebulosa do Inseto.
Porquê ela surgiu?
O processo que leva a essa ar é violento. A estrela original cresceu até virar uma gigante vermelha, chegando a um diâmetro tapume de milénio vezes superior ao do Sol. Depois expeliu suas camadas externas de gás. A ejeção principal saiu pela região do equador a uma velocidade relativamente baixa e formou uma filete escura em forma de rosca, ainda visível no meio da nebulosa.
Em seguida, segmento do material escapou perpendicularmente a essa filete, criando uma estrutura bipolar, dividida em duas grandes extensões que hoje chamamos de asas. A imagem sugere texturas irregulares, com cristas e filamentos. Esses detalhes surgiram quando um vento estelar mais rápido, liberado nos últimos estágios de vida da estrela, colidiu com o gás que havia sido expelido antes. Estimativas apontam velocidades superiores a três milhões de quilômetros por hora.
No coração da NGC 6302 está a responsável por tudo isso: uma anã branca extremamente quente, com temperatura superficial supra de 250 milénio graus Celsius. Ela é o núcleo remanescente da estrela original, que expulsou suas camadas externas há mais de dois milénio anos.
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Essa anã branca concentra tapume de dois terços da volume solar em um corpo do tamanho aproximado da Terreno. Em 2009, a câmera Wide Field Camera 3 do telescópio espacial Hubble conseguiu identificá-la de forma clara dentro da nebulosa. Desde portanto, ela é estudada porquê uma das anãs brancas mais quentes conhecidas.
A radiação intensa que segmento dessa estrela compacta aquece o gás das asas a mais de 20 milénio graus Celsius. É esse calor que faz a nebulosa prefulgir. Nas imagens produzidas pelo Gemini Sul, regiões avermelhadas indicam áreas dominadas por hidrogênio ionizado – átomos que perderam elétrons pela ação da radiação.
Partes azuladas revelam oxigênio ionizado. Também há presença de nitrogênio, súlfur e ferro. Todo esse material está sendo devolvido ao meio interestelar e, no porvir, poderá inventar novas estrelas e sistemas planetários.
A invenção da NGC 6302 não tem uma data única. O crédito mais frequente é oferecido ao astrônomo americano Edward Emerson Barnard, que a registrou em 1907. Há, porém, registros anteriores do escocês James Dunlop, que pode tê-la observado ainda em 1826.
O objeto manteve-se um repto para astrônomos desde portanto. Sua intervalo exata continua incerta, e a dificuldade das suas formas sugere ao menos dois episódios de ejeção de material ao longo da vida da estrela original.
A imagem capturada agora pelo Gemini Sul ganhou colorização científica para ressaltar diferentes tipos de gases e permitir que pesquisadores e público percebam contrastes que, a olho nu, seriam invisíveis.
O resultado integra o Programa de Imagens Legadas do NOIRLab, que destina segmento do tempo de reparo dos telescópios a registros com qualidade visual voltada ao engajamento público e à produção de material educativo. O programa é uma prolongamento de um esforço iniciado em 2002 pelo próprio Observatório Internacional Gemini.
O natalício de 25 anos do telescópio reacende a discussão sobre a prestígio de equipamentos terrestres de grande porte. O Gemini Sul tem 8,1 metros de diâmetro e utiliza técnicas de óptica adaptativa, que compensam distorções causadas pela atmosfera terrestre. Ele faz par com o Gemini Setentrião, situado em Mauna Kea, no Havaí.
Ambos foram projetados pelo astrônomo Fred Gillett para prometer cobertura contínua do firmamento em ambos os hemisférios. O Gemini Setentrião recebeu, inclusive, o nome de Frederick C. Gillett posteriormente sua morte, poucos meses depois da inauguração. O observatório é operado pelo NOIRLab, vinculado à Instalação Vernáculo de Ciência dos Estados Unidos, com participação de vários países, incluindo Brasil, Canadá, Chile e Reino Unificado.
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