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Os bastidores caóticos de “Tubarão”, que completou 50 anos em 2025

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 26/12/2025 às 11:58 · Atualizado há 1 semana
Os bastidores caóticos de “Tubarão”, que completou 50 anos em 2025
Foto: Reprodução / Arquivo
 (Universal/Reprodução) Continua após publicidade

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  • Introdução

    Descubra os bastidores turbulentos de ‘Tubarão’, o filme que consolidou a carreira de Steven Spielberg e revolucionou Hollywood. Da inspiração literária e os desafios em alto mar, aos problemas com os icônicos tubarões mecânicos e o orçamento estourado, saiba como o clássico se tornou um dos primeiros blockbuster de verão.

    • A inspiração em um romance e a aposta da Universal em um jovem Steven Spielberg, de 26 anos.
    • O desafio de filmar em mar aberto em Martha’s Vineyard, com moradores locais compondo o elenco.
    • Os problemas crônicos com os três tubarões mecânicos (apelidados de Bruce), que exigiram improviso (mas, com isso, aumentaram o suspense).
    • Gravações que duraram 159 dias (contra 55 previstos), com orçamento estourado em 300% e atritos nos bastidores.
    • Como ‘Tubarão’ consolidou o conceito de ‘blockbuster de verão’ e foi o primeiro filme a bater US$ 100 milhões em bilheteria nos EUA.
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    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A inspiração

– (Reprodução/Montagem sobre reprodução)

Tubarão (1975) é baseado num romance de Peter Benchley, que passou a infância pescando em Nantucket, costa nordeste dos EUA. A capa do livro inspirou o famoso pôster do longa. Benchley só bateu o martelo sobre o título (“Jaws”, que em inglês quer dizer “mandíbulas”) prestes a enviar o texto para a editora.

Em 1973, um ano antes de o livro ser lançado, a Universal comprou os direitos de adaptação (a aposta foi certeira, pois a obra virou um best-seller). Após se decepcionar com o primeiro diretor escolhido, o estúdio contratou um jovem cineasta de 26 anos que havia demonstrado interesse na história: Steven Spielberg.

Realismo

Imagem de quatro homens com água até a cintura e equipamento de filmagem. – (Universal/Getty Images)

As cenas submersas foram feitas num tanque em Los Angeles e na costa da Austrália por documentaristas que trabalharam em Morte Branca em Água Azul (1971), uma das referências para Tubarão. O grosso das gravações aconteceu em Martha’s Vineyard, ilha do lado de Nantucket. Moradores locais sem experiência em atuação compuseram o elenco. Mas a decisão de filmar por lá em mar aberto (algo raro em Hollywood até então) quase inviabilizou o filme.

Olá, Bruce

Imagem de um homem dependurado no mastro de barco afundando enfrentando um enorme tubarão. Cena do filme – (Universal/Getty Images) Continua após a publicidade

Além da logística de câmeras e equipe no oceano, a produção sofreu com os três tubarões mecânicos construídos para o filme (apelidados de Bruce, nome do advogado de Spielberg). Os tubarões passaram 80% do tempo no conserto – seus sistemas elétricos não foram desenvolvidos considerando a água salgada. Foi preciso repensar cenas e esconder o bicho do público. O improviso aumentou o suspense sobre a criatura e foi um dos trunfos do longa.

Acaba logo

Imagem de um jovem falando ao telefone. Ao fundo, vê-se um cartaz de um tubarnão com a boca aberta. – (Universal/Getty Images)

As gravações deveriam ser de 55 dias, mas duraram 159. O orçamento estourou 300% e bateu US$ 80 milhões (em dinheiro de hoje), quatro vezes mais que o comum na época. O chefão da Universal voou até o set para entender a situação. Para piorar, uma rixa entre os atores Richard Dreyfuss e Robert Shaw azedou o clima nos bastidores. Para desestressar, Spielberg jogava arcade. Ao fim das filmagens, ele teve uma crise de pânico.

Arrasa-quarteirão

Imagem de um grupo de pessoas formando fila na porta de um cinema. – (Bettmann/Getty Images)

Junto a filmes como Bonnie e Clyde (1967) e Sem Destino (1969), Tubarão consolidou o conceito de “blockbuster de verão” – produções com orçamento polpudo que arrastam multidões. Antes, Hollywood não apostava nessa época do ano. Ninguém ia ao cinema quando dava para acampar, ir à piscina ou à praia. Tubarão foi a primeira produção a bater US$ 100 milhões em bilheteria nos EUA. Tirou todo mundo da água – primeiro pela curiosidade, depois pelo medo.

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