Publicidade
Capa / Curiosidades

Homem de Marre: o geoglifo gigante na Austrália que ninguém sabe quem fez

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 14/11/2025 às 10:00 · Atualizado há 3 dias
Homem de Marre: o geoglifo gigante na Austrália que ninguém sabe quem fez
Foto: Reprodução / Arquivo

Em uma planície árida e desolada do interno da Austrália, há uma figura colossal esculpida na terreno. De braços erguidos, prestes a lançar uma lança ou um bumerangue, o chamado Varão de Marree – ou Marree Man, em inglês – é um dos maiores geoglifos já encontrados. E, quase três décadas posteriormente seu emergência repentino, ninguém sabe ao notório quem o criou.

Desvelado em 26 de junho de 1998 por um piloto de um avião de pequeno porte, o imagem tem muro de 3,5 quilômetros de fundura e ocupa uma dimensão de 28 quilômetros de perímetro. Esculpido na planície de Finniss Springs, a 60 quilômetros da pequena cidade de Marree, o geoglifo retrata uma figura masculina nua, inspirada em um caçador indígena, empunhando o que parece ser um woomera – uma arma tradicional dos indígenas da região usada para lançar lanças.

Mas o que mais intriga cientistas, autoridades e moradores é uma vez que – e por quem – uma figura tão gigantesca foi criada sem que ninguém percebesse.

Compartilhe essa material via:

Um surgimento repentino

De congraçamento com imagens de satélite analisadas pela Nasa, o geoglifo surgiu em um pausa de unicamente 16 dias, entre 27 de maio e 12 de junho de 1998. Até logo, não havia qualquer sinal de perturbação na região. Para traçar com tamanha precisão as curvas e proporções do imagem, seria necessário o uso de maquinário pesado e, possivelmente, de GPS – um pouco ainda incomum no interno australiano da idade.

Pouco depois da invenção, hotéis e jornais locais receberam mensagens anônimas por fax, redigidas com expressões típicas do inglês americano, que chamavam a figura de “Stuart’s Giant” (Gigante de Stuart) e descreviam sua localização. Essas mensagens misteriosas alimentaram especulações sobre a participação de militares norte-americanos na obra.

Continua posteriormente a publicidade

Os yankees tinham uma base aérea próxima de Woomera, onde operavam técnicos dos Estados Unidos. A teoria ganhou força quando uma pequena placa com a bandeira americana foi encontrada próxima à cabeça do geoglifo.

Faz qualquer sentido: o GPS foi desenvolvido pela Marinha dos EUA nos anos 1960 para orientar submarinos. Na dezena de 1970, o Departamento de Resguardo criou o sistema Navstar, com 24 satélites, de uso militar. Nos anos 1980, o governo liberou o uso social, mas com precisão reduzida para que o aparelho não fosse usado ​​para fins militares (tal uma vez que o governo usava). Somente nos anos 1990 essa limitação foi retirada, tornando o GPS mais preciso e atingível ao público. 

Mesmo assim, essa não foi a única explicação que ficou famosa.

O artista invisível

Outros suspeitos surgiram. O nome mais citado é o do artista de Adelaide Bardius Goldberg, divulgado por suas obras de grande graduação. Amigos próximos afirmaram que ele se gabou, em conversas particulares, de ser o responsável do Varão de Marree. Mas Goldberg nunca admitiu publicamente a autoria e morreu em 2002, levando o sigilo consigo.

Continua posteriormente a publicidade

Em 2018, o empresário e explorador Dick Smith ofereceu uma recompensa de 5 milénio dólares australianos a quem fornecesse informações concretas sobre a origem da figura. Ninguém nunca se apresentou.

O renascimento do gigante

Com o tempo, o vento e a erosão quase apagaram o colosso do deserto. Em 2016, moradores locais decidiram restaurá-lo. Utilizando escavadeiras e sistemas modernos de GPS, reabriram os sulcos – desta vez com muro de 25 centímetros de profundidade – e criaram canais laterais capazes de reter chuva da chuva, permitindo que a vegetação cresça ao longo das bordas. O resultado: um perímetro mais verdejante e infindável visível até hoje em imagens de satélite.

A operação levou 60 horas de trabalho e revelou 250 estacas de bambu alinhadas ao volta do perímetro, provavelmente usadas uma vez que marcadores na escavação original.

(Peter Campbell/Wikimedia Commons)
Continua posteriormente a publicidade

Na pequena cidade de Marree, onde vivem pouco mais de 150 pessoas, todos conhecem o gigante. Voos turísticos partem regularmente para sobrevoar o deserto e observar de cima o esfíngico caçador – que se tornou um símbolo do isolamento e do mistério do outback australiano.

Phil Turner, possuinte de um pub lugar, comprou o Hotel Marree há sete anos, em secção devido à renome do Varão de Marree, contou à Australian Geographic. “Eu me deixei levar, uma vez que todo mundo, pelo mito, pelo mistério e pela intriga, pelo veste de não conseguirem encontrar os responsáveis”, diz ele. “O ‘Varão de Marree’ é uma grande atração, e isso influenciou nossa decisão de comprar o pub.”


Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade