Publicidade
Capa / Curiosidades

Esta espécie de pássaro fica quase “cega” por amor; entenda

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/12/2025 às 14:00 · Atualizado há 1 semana
Esta espécie de pássaro fica quase “cega” por amor; entenda
Foto: Reprodução / Arquivo

Dizem que o paixão é cego, e alguns pássaros levam isso ao pé da letra. De concordância com um novo estudo publicado na revista Biology Letters, esse é o caso para duas espécies de faisão, cujos machos não são propriamente cegos, mas têm a visão seriamente obstruída pelas suas plumagens exuberantes usadas para ocupar parceiras.

Os cientistas realizaram exames oftalmológicos em dois tipos de ave – o faisão-dourado (Chrysolophus pictus) e o faisão-lady (Chrysolophus amherstiae). Eles observaram que o campo de visão dos machos era significativamente menor que os das fêmeas.

Não é a toa. Esses faisões conquistam suas parceiras ostentando uma plumagem semelhante a vibrantes “topetes”, porquê perucas lambidas para trás, e capas detalhadas que se enrolam ao volta do pescoço.

Essa é uma peculiaridade da seleção oriundo, chamada de dismorfismo sexual. Isso acontece quando machos e fêmeas de uma mesma espécie têm diferenças físicas muito marcantes. No caso das aves, os machos tendem a ser mais coloridos e ostentosos que as fêmeas, cuja venustidade é mais discreta (o que as ajuda a se esconder de predadores).

Segundo o item, a ciência já analisou os olhos de muro de 300 espécies de aves, e essa é a primeira vez que se observa um caso de dismorfismo sexual afetando o campo de visão desses animais.

Continua em seguida a publicidade

Os pesquisadores utilizaram um oftalmoscópio para iluminar os olhos dos espécimes e observar, no revérbero da luz, elementos do campo visual essenciais para atividades do dia-a-dia dos passarinhos, porquê a procura por vitualhas, a detecção de predadores e o zelo com os filhotes.

Três áreas foram analisadas: primeiro, a região monocular, ou seja, o que é visto por só um olho; depois, a região binocular, com tudo aquilo que entra no alcance dos dois; e por termo, a região cega, onde nenhum olho vê.

A invenção foi que o “topete” dos machos não deixava eles olharem para cima. Em média, nas duas espécies, a visão binocular dos machos era 41% pior que a das fêmeas. Mas isso muda ao longo do ano. Em setembro e outubro, período no qual esses passarinhos trocam suas penas, os machos provavelmente voltam a enxergar tão muito quanto as fêmeas. Essa variação anual é também inédita entre as observações já feitas sobre a visão dos pássaros.

Continua em seguida a publicidade

O estudo também sugere que espécies de cacatuas, aves-do-paraíso e abetardas, além de outros tipos de faisões, podem compartilhar dessa mesma fanatismo. O que resta saber, em pesquisas futuras, é porquê isso afeta a sobrevivência dos pássaros na natureza.

[embed]https://www.youtube.com/watch?v=KNfYGk5rDqA[/embed]


Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade