Em 2021, durante a COP26, a União Europeia e mais 159 países assinaram um pacto chamado Global Methane Pledge (“Compromisso Global de Metano”, em tradução livre), em que se comprometem a reduzir as emissões de metano em 30% até 2030.
Quatro anos depois, o Programa das Nações Unidas para o Meio Envolvente (UNEP) e a Coalizão do Clima e Ar Limpo (CCAC) apresentam o primeiro relatório que mostra o quanto já avançamos e o quão longe estamos do objetivo final. Mais de 90 pesquisadores contribuíram para o Global Methane Status Report, que foi divulgado na última segunda-feira durante a COP30, em Belém.
Segundo o relatório, as emissões de metano ainda estão crescendo. Em 2020, emitimos uma média de 352 milhões de toneladas de metano. Se continuarmos com as legislações atuais, atingiremos 369 milhões de toneladas por ano em 2030. Em resumo: deveríamos reduzir em 30% as emissões de metano, mas estamos no caminho para aumentá-las em 5%.
Se trilharmos esse caminho até 2030, teremos quase 24 milénio mortes prematuras e 2,5 milhões de toneladas de perda de colheitas por ano. O prejuízo econômico poderia atingir US$ 43 bilhões por ano até 2030.
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No entanto, houve progresso em relação a cenários anteriores. Em 2020, quando o Global Methane Pledge começou a ser negociado, as projeções indicavam um aumento mais vertiginoso, atingindo 383 milhões de toneladas por ano até 2030.
“Nos últimos cinco anos vimos uma atenção sem precedentes ao metano, com aumento de planos de ação, NDCs ambiciosas e regulações robustas”, disse Dan Jørgensen, comissário europeu para virilidade e habitação. “Essas ações estão sendo implementadas, mas leva tempo até vermos os resultados”.
O metano (CH4) é um dos gases mais potentes do efeito estufa, que contribui para um terço do aquecimento do planeta. Ele só perde para o gás carbônico, o principal gás que impulsiona as mudanças climáticas.
Estima-se que 60% das emissões de metano no mundo sejam causadas pelo ser humano. As principais fontes são a agropecuária (o sistema intestinal do manada é uma grande natividade de metano), os combustíveis fósseis (principalmente por vazamentos na produção de óleo e gás oriundo) e a desagregação do lixo a firmamento desobstruído.
Novas regulamentações de gestão de resíduos na Europa e América do Setentrião e uma subtracção do mercado de gás oriundo foram as principais ações responsáveis pela redução nas projeções de emissão de metano (de 383 para 369 milhões de toneladas por ano até 2030).
O relatório destaca que ainda é verosímil atingir o objetivo do pacto até 2030, a partir de avanços nas políticas públicas e regulamentações. Segundo Jørgensen, o setor energético é o que mais pode contribuir para a redução de emissões, com 72% do potencial de mitigação de reles dispêndio. “A ação climática relacionada ao CH4 faz sentido econômico. Muito do metano que escapa para a atmosfera é um resultado valioso, gás oriundo que pode ser conquistado, vendido e usado”.
Dois terços dos países incluem ações para a redução de metano em seus planos nacionais – um aumento de 38% em conferência a 2020. “Isso mostra que o Global Methane Pledge teve um impacto, apoiando a renovação de prioridades nacionais”, disse Martina Otto, líder da repartição de indústria e economia da UNEP.
Se os países implementarem seus atuais planos nacionais de redução de metano, haveria uma queda de 8% nas emissões até 2030. Para atingir a meta de 30% de redução, as NDCs devem ser ainda mais ambiciosas – e esses planos, simples, devem ser implementados.
Além de frear o aquecimento do planeta, as reduções nas emissões de metano devem melhorar a qualidade do ar – e consequentemente da saúde pública –, aumentar a segurança fomentar e fabricar oportunidades de tarefa.