Está em incerteza de quais livros comprar na Black Friday? Veja recomendações selecionadas pela equipe da Super:
O Corcunda de Notre-Dame, de Victor Hugo
A obra mais famosa do gaulês Victor Hugo é Os Miseráveis – um romance de mais de 1.500 páginas que deu origem ao músico da Broadway e a um filme indicado ao Oscar. Nossa recomendação, no entanto, é de seu segundo livro mais famoso: Notre-Dame de Paris, traduzido no Brasil porquê O Corcunda de Notre-Dame. O romance se passa em Paris do ano 1482 e acompanha a trajetória do clérigo Frollo, da cigana Esmeralda, do capitão Phoebus e outros personagens.
Apesar do título em português, a trama não foca em Quasímodo, o sineiro corcunda que mora dentro da catedral. Segundo o próprio responsável, o livro aborda a vexame da religião sobre o varão, fazendo com que Notre-Dame seja a verdadeira protagonista. Isso fica evidente nas extensas descrições da arquitetura da igreja e da Paris do início da Idade Moderna.
Uma curiosidade é que a popularidade da obra de Hugo acabou salvando Notre-Dame no século 19, quando a catedral estava em um estado lastimável e possivelmente seria demolida.
Recomendação de Maria Clara Rossini, repórter
O Corcunda de Notre-Dame
Século Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez
O clássico do colombiano García Márquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1982, é uma das obras mais traduzidas do mundo. O romance se tornou um expoente do “realismo fantástico”, o gênero latino-americano que brinca com os limites entre a imaginação e a verdade, e virou até uma série da Netflix em 2025.
Ao longo de um século, o narrador acompanha a vida e morte de patriarcas da família Buendía, a subida e queda de generais em meio a uma guerra social e os meandros de muitas histórias de paixão no vilarejo suposto de Macondo, fortemente inspirado pela história da Colômbia.
A história é conhecida pelos seus personagens com nomes parecidos, e é inevitável confundir-se entre tantos Aurelianos e Arcadios. Por isso, recomendamos a edição inferior, que vem com uma árvore genealógica ilustrada. Na incerteza, consulte o nosso texto explicando a genealogia de Século Anos de Solidão.
Recomendação de Bela Lobato, repórter
Século Anos de Solidão
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Flores para Algernon, de Daniel Keyes
Publicado pela primeira vez porquê um história em 1959, esta obra americana é considerada um clássico da ficção científica, misturando também elementos de romance e drama.
Na trama, Charlie Gordon é um varão com deficiência intelectual que é recrutado porquê cobaia em um experimento científico que promete aumentar a sua perceptibilidade com uma cirurgia.
Para verificar o progresso deste tratamento, o protagonista escreve um quotidiano – inicialmente, repleto de erros ortográficos e frases simples, com um vocabulário que explicita a mentalidade infantil e ingênua do varão. À medida que o livro avança, notamos o progresso de Charlie em sua própria escrita, e acompanhamos porquê sua mudança de percepção revela um mundo que pode ser cruel.
Sensível, o livro aborda temas porquê o capacitismo, a distinção humana, a empatia e o verdadeiro significado da perceptibilidade. Prepare-se para espargir lágrimas.
Recomendação de Bruno Carbinatto, repórter
Flores para Algernon
O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald
A explosão do jazz. A consolidação dos estúdios (e dos astros) de Hollywood. E os bares clandestinos criados em seguida a Lei Seca. Esse é o tecido de fundo dos loucos anos 1920, e talvez o melhor retrato dessa idade seja O Grande Gatsby, a obra mais famosa de F. Scott Fitzgerald, o grande narrador do lifestyle de ricos e inconsequentes.
Os “loucos anos 20” (chamados de roaring twenties em inglês) foram um período de efervescência econômica e cultural dos EUA pós-Primeira Guerra. Foi uma dezena marcada pela prosperidade no país e pela modernização dos costumes à velocidade da luz.
O livro é narrado por Nick Carraway, veterano da Primeira Guerra que aluga uma lar em Long Island, nos periferia de Novidade York. Ele logo fica fascinado pelo vizinho Jay Gatsby, um misterioso e excêntrico milionário famoso, e por suas festas. Gatsby tem tudo – menos a mulher por quem ele sempre foi enamorado: Daisy, prima de Nick. Uma ótima obra, e que rendeu boas adaptações para o cinema (a mais recente, de 2013, é estrelada por Leonardo DiCaprio).
Recomendação de Rafael Battaglia, editor-chefe
O Grande Gatsby