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3I/ATLAS: visitante interestelar passou por seu ponto mais próximo da Terra

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 19/12/2025 às 18:47 · Atualizado há 1 semana
3I/ATLAS: visitante interestelar passou por seu ponto mais próximo da Terra
Foto: Reprodução / Arquivo

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  • Introdução

    O cometa interestelar Atlas fez sua maior aproximação da Terra nesta sexta (19), a 270 milhões de km. Terceiro objeto de fora do nosso sistema solar, ele é crucial para entender a composição de outros sistemas solares. Não oferece perigo e sua observação é importante para a ciência, mesmo não sendo visível a olho nu.

    • Passagem rara de um cometa interestelar, o terceiro já registrado, vindo de fora do nosso sistema solar.
    • Oportunidade única para astrônomos estudarem a composição de objetos formados em outros sistemas.
    • Cometa Atlas passou a 270 milhões de km da Terra, não representando qualquer perigo para o nosso planeta.
    • Ficou famoso por teorias que o apontavam como uma nave alienígena, desmentidas pela comunidade científica.
    • Visível apenas com telescópios, o Atlas continua observável por mais alguns meses em sua jornada de saída.
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    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Bem-vindo, Atlas: nesta sexta-feira (19), o cometa interestelar que vem fascinando os astrônomos nos últimos seis meses acabou de passar pelo ponto mais próximo da Terra de toda sua trajetória. O visitante de outro sistema solar ficou a “apenas” 270 milhões de quilômetros de nós, ou 1,8 unidades astronômicas (UA).

É uma visita ilustre e rara: o Atlas é apenas o terceiro objeto vindo de fora do nosso Sistema Solar já identificado, após o 1I/ʻOumuamua, avistado em 2017, e o 2I/Borisov, de 2019.

Ele foi descoberto em 1º de julho pelos telescópios ATLAS, financiados pela Nasa e localizados no Chile. Desde então, vem sendo estudado de perto por astrônomos do mundo todo porque sua passagem nos permite entender como é a composição de objetos formados em outros sistemas solares.

O cometa não representa perigo para a Terra: está a quase duas vezes a distância entre o nosso planeta e o Sol.

Observar o Atlas em seu ponto de maior aproximação é uma oportunidade e tanto para pesquisadores: vai permitir melhores análises da nuvem de poeira e gás que é liberada de seu núcleo à medida que o cometa é aquecido pelo Sol.

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Nos últimos meses, muitos observatórios mundo afora deram uma espiada no visitante. Recentemente, ele foi fotografado pelo telescópio Hubble (veja aqui).

O objeto ficou ainda mais famoso por causa de teorias de que o Atlas era, na verdade, uma nave alienígena. Essa ideia começou a ser propagada pelo astrônomo Avi Loeb, de Harvard, e ganhou muita força nas redes sociais nos últimos meses, apesar de haver consenso na comunidade científica de que o objeto é, de fato, um cometa de origem natural.

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No dia 29 de outubro, ele chegou a seu periélio (ponto mais próximo ao Sol). Agora, ele começa sua jornada de saída do nosso Sistema Solar, mas deve continuar a ser observável por mais alguns meses, segundo a Nasa.

O cometa não ficará visível a olho nu; só será possível observá-lo com telescópios. Você pode acompanhar a aproximação do 3I/ATLAS em uma transmissão ao vivo organizada pelo Virtual Telescope Project neste link.

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