Publicidade
Capa / Brasil

Vice-prefeita de Turilândia e o marido dela devem ser ouvidos pelo MP nesta terça-feira (7

A vice-prefeita de Turilândia, Tânya Mendes, e o marido dela, Hyan Alfredo Mendonça Silva, devem ser ouvidos pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), na ...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 09:21 · Atualizado há 4 dias
Vice-prefeita de Turilândia e o marido dela devem ser ouvidos pelo MP nesta terça-feira (7
Foto: Reprodução / Arquivo

A vice-prefeita de Turilândia, Tânya Mendes, e o marido dela, Hyan Alfredo Mendonça Silva, devem ser ouvidos pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), na manhã desta quarta-feira (7).

Os depoimentos estão marcados para iniciar às 9h. Até o momento já foram levados a depor seis investigados, cinco deles ficaram em silêncio e apenas Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, chefe do Setor de Compras do município, depôs negando participação.

O prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e a primeira-dama Eva Curió, deveriam prestar depoimento nesta terça-feira (6), mas a oitiva foi adiada, a pedido da defesa, a qual alegou que precisa ter acesso às provas na íntegra.

A vice-prefeita de Turilândia, Tânya Mendes, e o marido dela, Hyan Alfredo Mendonça Silva, devem ser ouvidos pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), na manhã desta quarta-feira (7), no curso da investigação que apura um esquema de corrupção que desmontou a administração pública do município, a 157 km de São Luís . Os depoimentos estão marcados para iniciar às 9h.

Até o momento, seis investigados foram conduzidos para prestar depoimento. Cinco deles permaneceram em silêncio, enquanto apenas Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, chefe do Setor de Compras do município, respondeu às perguntas e negou qualquer participação no esquema.

📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp

A vice-prefeita de Turilândia, Tânya Mendes, é uma das investigadas no caso do desvio de mais de R$ 56 milhões do município. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e a primeira-dama Eva Curió, deveriam prestar depoimento nesta terça-feira (6), mas a oitiva foi adiada, a pedido da defesa, a qual alegou que precisa ter acesso às provas na íntegra. Segundo os advogados, com o recesso de fim de ano, algumas provas não foram liberadas a tempo.

O depoimento do prefeito estava previsto para as 9h e o da primeira-dama para 9h30, mas só deverão ser realizado na sexta-feira (9).

Gestores, empresários, servidores, vereadores e um ex-vereador são investigados por integrar o esquema de corrupção que teria desviado mais de R$ 56 milhões por meio de empresas fictícias criadas pelo prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e seus aliados.

Todos os acusados estão presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, exceto os vereadores do município e o presidente da Câmara Municipal de Turilândia, José Luís Araújo Diniz, que cumprem prisão domiciliar. (entenda mais abaixo).

Acusados de desvio de R$ 56 milhões pelo MP, prefeito e primeira-dama de Turilândia prestam depoimento à Justiça — Foto: Reprodução

Depois dessa etapa, o Ministério Público vai confrontar as declarações com as provas e deve formalizar a denúncia.

Da esquerda para a direita - Eustáquio Diego Fabiano Campos (médico); Gerusa de Fátima Nogueira Lopes (chefe do Setor de Compras); Wandson Jonath Barros (contador); Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira (pregoeira do Município); Janaína Soares Lima (ex-vice-prefeita) e Marlon de Jesus Arouche Serrão (marido da ex-vice-prefeita). — Foto: Reprodução/TV Mirante

Segundo o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), dos investigados, apenas Gerusa prestou depoimento e negou participação no esquema. De acordo com as investigações, ela auxiliava na gestão financeira dos recursos desviados e ocultava a não realização de contratos firmados entre a Prefeitura de Turilândia e as empresas envolvidas.

Ainda de acordo com o MP-MA, os outros cinco investigados ouvidos não responderam às perguntas, exercendo o direito constitucional de permanecer calados durante os interrogatórios. Os depoimentos foram realizados durante toda a manhã, na sede do MP em São Luís. Também foram ouvidos:

As oitivas estavam, inicialmente, previstas para começar no dia 29 de dezembro, mas foram remarcadas após pedido da defesa da maioria dos investigados, que alegou não ter tido acesso às investigações e ao processo durante o recesso.

Operação investiga desvio de mais de R$ 56 milhões e mira prefeito e vereadores no MA

Na decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), os desembargadores citam investigação do Ministério Público que detalha como uma organização criminosa estruturada se instalou na Prefeitura e na Câmara Municipal de Turilândia, a 157 km de São Luís, para desviar recursos públicos, principalmente das áreas da Saúde e da Assistência Social.

Os atos de corrupção motivaram a criação da Operação Tântalo II, deflagrada na última segunda-feira (22), que levou à prisão o prefeito Paulo Curió (União Brasil) e a vice-prefeita Tânia Mendes. A ação é um desdobramento da Operação Tântalo, realizada pelo GAECO em fevereiro deste ano.

Além dos gestores, há empresários, servidores, 10 vereadores e um ex-vereador investigados por integrar o esquema de corrupção. Atualmente, o ex-vereador atua como secretário municipal de Agricultura.

Justiça manda prender prefeito, a vice e os 11 vereadores de cidade no MA por corrupção

Após audiência de custódia, a Justiça converteu para domiciliar as prisões dos cinco vereadores de Turilândia que se entregaram à polícia, na última quinta-feira (25), na Unidade Prisional de Pinheiro (MA). Todos são suspeitos de corrupção por desvios de R$ 56 milhões em dinheiro público. São eles:

Segundo o Ministério Público, a Justiça tem entendido que os vereadores devem ficar presos em casa durante as investigações, com uso de tornozeleira eletrônica, para que os município não fique sem comando, já que a prisão do prefeito Paulo Curió (União Brasil) foi mantida pela Justiça.

O prefeito, a vice, e a primeira-dama foram encaminhados para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, e a expectativa é que o presidente da Câmara de Vereadores assuma o comando do município nos próximos dias.

Paulo Curió se entregou à polícia na manhã de quarta-feira (24), em São Luís, após permanecer dois dias foragido, assim como os cinco vereadores.

De acordo com o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), 21 mandados de prisão foram expedidos no âmbito da investigação. Além dos gestores, empresários, servidores, vereadores e um secretário municipal de Agricultura do município são investigados por integrar o esquema de corrupção. Com a apresentação dos cinco vereadores, todos os alvos com mandado de prisão tiveram a ordem judicial cumprida.

Promotor do MP explica por que presidente da Câmara está no comando de Turilândia

Mesmo cumprindo prisão domiciliar e sendo investigado pelo Gaeco, o presidente da Câmara Municipal de Turilândia, José Luís Araújo Diniz, conhecido como “Pelego” (União Brasil), assumiu interinamente a Prefeitura do município após decisão do (TJ-MA) que afastou o prefeito Paulo Curió (União Brasil) e a vice-prefeita Tânya Mendes (PRD) do comando do Poder Executivo.

A mudança na linha sucessória foi oficializada por meio de uma portaria publicada nesta sexta-feira (26), que reconhece a vacância temporária dos cargos de prefeito e vice.

Com a ida de Pelego para o Executivo, a vice-presidente da Câmara, vereadora Inailce Nogueira Lopes, passou a exercer interinamente a presidência do Legislativo municipal.

José Luís Araújo Diniz é um dos investigados na Operação Tântalo II e cumpre prisão domiciliar. Pela decisão judicial, ele e outros vereadores investigados estão autorizados a sair de casa apenas para participar de sessões da Câmara Municipal previamente marcadas. Qualquer outra saída sem autorização pode resultar na revogação da prisão domiciliar e na transferência para uma unidade prisional.

A situação levantou questionamentos sobre a possibilidade de um vereador investigado e em prisão domiciliar assumir, ainda que de forma interina, o comando do Executivo municipal. Para esclarecer o tema, o g1 ouviu o promotor Fernando Berniz, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, que atuou na investigação.

Pode sim. Até porque ele não está afastado das suas funções. E, de acordo com a Lei Orgânica Municipal, na ausência do prefeito e do vice, quem assume a função do Executivo é o presidente da Câmara Municipal

— Segundo o promotor, a assunção interina do cargo está prevista na legislação municipal. , explicou.

No entanto, Berniz ressaltou que a autorização judicial atualmente em vigor permite apenas o exercício das atividades no Legislativo.

Segundo o MP-MA, foram desviados mais de R$ 56 milhões por meio de empresas criadas de forma fictícia pelo prefeito e seus aliados. O grupo atuava de forma hierarquizada, com divisão clara de tarefas entre agentes políticos, operadores financeiros e empresários.

Há indícios de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. As irregularidades teriam ocorrido durante a gestão do prefeito Paulo Curió, entre 2021 e 2025.

Veja abaixo como era a participação do prefeito, da vice, e de outros agentes políticos, segundo o Ministério Público. O g1 tenta contato com a defesa de todos os suspeitos, mas ainda não obteve retorno.

De acordo com a investigação, o prefeito José Paulo Dantas Silva Neto, o Paulo Curió (União Brasil), era uma liderança na organização criminosa e destinatário de grande parte dos valores desviados. No esquema, ele atuava como:

emitiam notas fiscais sem a correspondente prestação de serviços, devolvendo a maior parte dos valores ao núcleo político da organização

— Em um dos trechos citados na decisão, o Ministério Público afirma que o esquema funcionava por meio da chamada “venda de notas fiscais”, em que empresas contratadas .

Tânia Mendes (vice-prefeita), e todos os 11 vereadores de Turilândia estão envolvidos em desvios de dinheiro público, segundo o MP-MA — Foto: Divulgação/Câmara de Turilândia

Tânia Karla Cardoso Mendes Mendonça, vice-prefeita de Turilândia, aparece nos autos como integrante do núcleo empresarial e operacional da organização criminosa. Segundo o MP, ela era:

dar aparência de legalidade às contratações e facilitar a lavagem de capitais

— A Justiça aponta que pessoas como Tânia Mendes eram essenciais para . Ela não é apontada como líder, mas como peça ativa na execução prática das fraudes.

A ex-vice-prefeita Janaina Soares Lima é apontada como peça central do esquema, especialmente no núcleo empresarial. Ela teria atuado como controladora de fato do Posto Turi, empresa que mais recebeu recursos do município. Ela ainda:

Segundo os autos, diálogos interceptados mostram que Janaina tratava os valores retidos como um “imposto” dentro do esquema, além de cobrar diretamente o prefeito pela liberação de pagamentos.

Janaína e seu marido, Marlon Zerrão - que é tio da atual vice-prefeita - tiveram um papel central no desvio de recursos. O Posto Turi recebeu R$ 17.215.000,00 dos cofres públicos de Turilândia, segundo o MP-MA.

Janaína e Marlon firmaram um acordo com o prefeito Paulo Curió para reter 10% dos valores dos contratos do Posto Turi. Esse valor era destinado ao pagamento da faculdade de medicina de Janaína Lima, enquanto os 90% restantes eram entregues ao prefeito ou a quem ele indicasse.

De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

Governo Trump lança site com sua versão sobre o ataque ao Capitólio

Conteúdo da administração republicana chama a invasão de 'protesto pacífico'.

Motta e Alcolumbre não participarão de ato pró-democracia no 8/1

Com saída de Lewandowski, Lula pode criar Ministério da Segurança Pública

Homem que marcou encontro com adolescente é preso em flagrante

Anvisa manda recolher panetones após identificar fungos; veja marcas

Governo Lula aposta que EUA precisam do Brasil para estabilizar Venezuela

Futuro de petroleira venezuelana é incerto após ofensiva dos EUA

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade