O filme “Vai pra Cuba, Eduardo!”, produção original do Instituto Conhecimento Liberta, dirigido por Juliana Baroni, ganhou o prêmio de melhor documentário do ano do Brasil na mostra competitiva do Los Angeles Brasil Film Festival (LABRFF).
“É uma emoção indescritível”, disse Juliana Broni. “Nunca imaginei que no primeiro trabalho como diretora ganharia um prêmio tão importante como esse. São 35 anos de uma carreira de atriz e o primeiro prêmio veio em um desafio tão grande como ser diretora de um documentário”.
Eduardo Moreira disse que a premiação foi uma surpresa gigante. “O nível da competição estava absolutamente espetacular. Hoje foram premiados a Letícia Spiller, o filme do Guel Arraes, o Eriberto Leão, o Rodrigo Lombardi, a Emanuelle Araújo, ou seja, diretores, atores, atrizes, os melhores do Brasil. Quando chegou em melhor documentário, em uma competição com nomes assim, absolutamente incríveis, e a gente foi escolhido o vitorioso, foi uma explosão de felicidade”.
O filme exibido no cinema no dia da eleição americana — e os Estados Unidos são o “vilão” dessa história. “Mesmo nessas condições, o filme foi aplaudido por quase cinco minutos depois da da exibição. E hoje, quando foi anunciado a plateia que lotava o cinema vibrou, aplaudiu, gritou… foi maravilhoso”, conta Edu Moreira.
Troféu de melhor documentário do LABRFF
Juliana e Edu dedicaram prêmio ao povo de Cuba
Juliana e Edu agradeceram à equipe que produziu o filme em Cuba e ao povo cubano. Disseram que os habitantes da Ilha gostariam de estar ali celebrando, mas não podem. Lembraram que na semana passada foi votada na ONU uma resolução para acabar com o bloqueio de Cuba e 187 países votaram contra — somente dois votaram a favor, Estados Unidos e Israel.
“Enquanto essa situação não for resolvida, a gente não pode dizer que vive num mundo minimamente democrático”, ressaltou Edu.
O Los Angeles Brazilian Film Festival acontece há 17 anos e é hoje considerado o maior festival de cinema Brasileiro nos Estados Unidos.