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Trump diz que bombardeios dos EUA atrasaram programa nuclear iraniano em anos

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 25/06/2025 às 13:35 · Atualizado há 3 dias
Trump diz que bombardeios dos EUA atrasaram programa nuclear iraniano em anos
Foto: Reprodução / Arquivo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (25), durante a cúpula da Otan em Haia, na Holanda, que os recentes bombardeios norte-americanos a instalações nucleares do Irã causaram “grande destruição” e atrasaram “em muitos, muitos anos” a capacidade do país de desenvolver armas nucleares.

A declaração contradiz um relatório preliminar da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, divulgado pela imprensa americana na véspera. Segundo o documento, os danos provocados pelos ataques do último fim de semana atrasaram o programa nuclear iraniano por apenas alguns meses. O jornal The New York Times teve acesso ao relatório, que ainda não foi oficialmente publicado.

Trump, no entanto, desqualificou o conteúdo do relatório, alegando que ele “ainda não está concluído” e que as instalações atingidas foram “completamente obliteradas”. O Irã também admitiu que as áreas bombardeadas sofreram “danos graves”, mas não detalhou a extensão da destruição. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, ainda não conseguiu verificar os impactos nas instalações nucleares atingidas.

Durante o mesmo pronunciamento, Trump declarou que acredita que o conflito entre Irã e Israel chegou ao fim, embora tenha admitido a possibilidade de uma retomada dos combates. “Acho que a guerra acabou realmente quando destruímos as instalações nucleares. Mas é possível que recomece. Os dois lados estão exaustos”, disse.

O presidente norte-americano também afirmou que o Irã deve suspender, ao menos temporariamente, seu programa nuclear. “Não os vejo retomando essas atividades. E, se fizerem, estaremos prontos”, declarou.

Trump diz que ataques ao Irã atrasaram em anos o programa do país  (Foto: Reprodução)

Otan anuncia aumento nos gastos com defesa

Ainda na cúpula em Haia, os 32 países-membros da Otan anunciaram um compromisso de ampliar seus gastos com defesa para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2035. A decisão veio após pressão direta de Donald Trump, que há anos critica o baixo investimento dos aliados europeus em suas forças armadas.

Apesar do consenso formal, alguns países, como a Espanha, já indicaram que não conseguirão atingir a meta. Uma revisão dos compromissos está prevista para 2029. A aliança reforçou seu “compromisso inabalável” com o princípio da defesa coletiva: “um ataque a um é um ataque a todos”, conforme o artigo 5 do tratado da Otan.

O aumento de gastos ocorre em meio a uma reorientação estratégica dos EUA, que têm transferido foco e recursos da Europa para outras regiões, como o Oriente Médio e o Indo-Pacífico, o que pressiona os aliados a assumirem mais responsabilidades militares.

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