O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, acionou a Polícia Federal nesta segunda-feira (11) para apurar uma fake news sobre para o Rio Grande do Sul, atingido por um ciclone extratropical entre 4 e 5 de setembro.
Em vídeo, a veterinária Samara Baum afirma que foi à cidade de Lajeado para ajudar a recolher donativos, mas eles não estavam sendo liberados pois tinham de “aguardar o presidente Lula”, que queria “se promover em cima das doações”. Depois, Baum, que é presidenta da ONG Unidos Pelos Animais, se retratou.
Fake news não é piada ou instrumento legítimo de luta política. Esse crime é ainda mais grave quando se refere a uma crise humanitária, pois pode aumentar o sofrimento das famílias. A Polícia Federal já tem conhecimento dos fatos e adotará as providências previstas em lei
— Flávio Dino Ministro da Justiça e Segurança Pública, sobre vídeo com informações falsas sobre doação
Bolsonaristas divulgaram amplamente o material nas redes sociais durante o final de semana, inclusive parlamentares como o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que tem milhões de seguidores. Ele apagou depois o material, como registrou o jornal O Estado de Minas.
Integrantes do governo se mobilizaram para desmentir o conteúdo, conforme mostrou a Agência Brasil.
Além da apuração da Polícia Federal, a AGU (Advocacia Geral da União) abriu no domingo (10) um procedimento contra o jornalista Alexandre Garcia, confirme registrou o Congresso em Foco.
Garcia sugeriu em vídeo que comportas de represas construídas em administrações petistas teriam sido abertas, agravando a tragédia, como relatou o portal UOL. O advogado-geral da União, Jorge Messias, definiu as falas do jornalista como uma “campanha de desinformação inaceitável”.
O governo federal anunciou no domingo (10) um repasse de R$ 714 milhões em recursos para a região atingida pelo ciclone no Rio Grande do Sul. Uma comitiva formada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e por oito ministros está em solo gaúcho. O número de mortos subiu para 46.