Formada pela UFSC com mestrado no CPDOC da FGV-Rio. Foi repórter especial do jornal O Globo e colunista do portal UOL. É apresentadora do podcast "A vida secreta do Jair" e autora do livro "O negócio do Jair: a história proibida do clã Bolsonaro", da editora Zahar, finalista do prêmio Jabuti de 2023.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), reunido em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (dia 10), decidiu, por unanimidade, pelo afastamento do ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi devido à sindicância já instaurada para apuração de denúncias de assédio e importunação sexual. É o primeiro afastamento de um magistrado da Corte por uma acusação desse tipo.
Segundo nota do STJ, o afastamento é” cautelar, temporário e excepcional. Neste período, o ministro ficará impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função”. Os ministros ainda determinaram que no dia 10 de março de 2026 uma nova sessão tratará das conclusões da Comissão de Sindicância.
Nesta terça-feira, decidiram pelo afastamento de Buzzi os ministros Francisco Falcão, Nancy Andrighi, Humberto Martins, Maria Thereza de Assis, Herman Benjamin (presidente), Luis Felipe Salomão (vice-presidente), Benedito Gonçalves, Raul Araújo, Antonio Carlos Ferreira, Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis, Marco Aurélio Bellizze, Sérgio Kukina, Moura Ribeiro, Rogério Schietti, Gurgel de Faria, Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Antonio Saldanha Palheiro, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay, Paulo Sérgio Domingues, Teodoro Silva Santos, Afrânio Vilela, Daniela Teixeira, Maria Marluce Caldas Bezerra e Carlos Pires Brandão. Estavam ausentes os ministros João Otávio de Noronha, Og Fernandes, Isabel Gallotti e Regina Helena.
O ministro Buzzi foi acusado, na semana passada, de assediar uma jovem de 18 anos durante um banho de mar em Balneário Camboriú, SC. Ela é filha de um casal de amigos de amigos dele. Além disso, surgiu uma segunda denúncia semelhante na segunda-feira (9), mas que teria ocorrido em outra ocasião. O ministro, por meio de sua defesa, nega as acusações e pediu afastamento com atestados médicos. No entanto, o STJ decidiu afastá-lo para concluir a sindicância.
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