Por Francisco Pinheiro, Luiz Felype Santos, g1 AP e CBN Amazônia — Macapá
Um grupo de pesquisadores do Amapá criou duas startups para transformar a biodiversidade da Amazônia em produtos naturais e cosméticos.
A primeira atua no desenvolvimento de medicamentos com tecnologia de saúde. A segunda foca na fabricação e comercialização dos produtos.
A ideia surgiu para buscar soluções para doenças que afetam a população brasileira.
Cientistas do Amapá desenvolvem tecnologias de saúde com alto valor agregado
Um grupo de pesquisadores do Amapá criou duas startups para transformar a biodiversidade da Amazônia em produtos naturais e cosméticos. A primeira atua no desenvolvimento de medicamentos com tecnologia de saúde. A segunda foca na fabricação e comercialização dos produtos.
A ideia surgiu para buscar soluções para doenças que afetam a população brasileira. Pesquisadores do Laboratório de Pesquisas em Fármacos da Universidade Federal do Amapá (Unifap) decidiram aprofundar estudos a partir de plantas medicinais da Amazônia, prática já utilizada por povos originários.
Os testes realizados verificaram o potencial farmacêutico e a capacidade de produção em escala industrial. O doutorando em Inovação Farmacêutica, Abrahão Tavares, explicou como funciona essa etapa:
Os estudos são realizados a partir de plantas medicinais da Amazônia, prática já utilizada por povos originários — Foto: Reprodução
O processo inclui seleção e rastreabilidade do insumo, parcerias com produtores, extração vegetal avançada, formulações farmacêuticas e cosméticas, testes laboratoriais, validação científica e preparação de registros sanitários no Brasil e em mercados internacionais.
O farmacêutico Heitor Silva destacou a importância da aproximação com comunidades tradicionais:
“Esse contato é fundamental para valorizar o conhecimento popular. A partir disso, transformamos a matéria-prima em extrato vegetal e, posteriormente, em formulações inéditas no mercado”, afirmou.
Atualmente, a empresa está em fase de expansão e estruturação regulatória internacional, com foco na exportação para América Latina, Estados Unidos e Europa. A produção deve começar em abril de 2026, com apoio de investimento externo.
O CEO da startup, Frank Portela, afirmou que o objetivo é alcançar impacto mundial:
“Estamos olhando para o mercado internacional com viés de biotecnologia da Amazônia, gerando pesquisa e desenvolvimento. Já estudamos produtos para combate ao câncer, reumatismo e saúde sexual”, disse.
Empresa busca exportação para América Latina, Estados Unidos e Europa — Foto: Reprodução
Apesar dos avanços, há desafios. A doutoranda em Inovação Farmacêutica, Aline Lopes, explicou que muitas plantas não estão disponíveis em grandes quantidades:
“Existem espécies que não podem ser usadas em larga escala. Além disso, muitos bioativos são sensíveis, o que dificulta o processo”, disse.
Aline Lopes, estudante de doutorado em inovação farmacêutica da Unifap, no Amapá — Foto: Aline Lopes/Arquivo Pessoal
Os fármacos já despertam interesse do mercado estrangeiro. A intenção é exportar tecnologia e produtos de saúde natural com alto valor agregado, e não apenas matéria-prima. A startup tem parceria com o Laboratório de Pesquisas em Fármacos da Unifap, liderado pelo professor José Carlos Tavares.
O LPFar desenvolve novos medicamentos baseados na biodiversidade amazônica e no conhecimento popular, com foco em doenças que afetam a população brasileira. Com infraestrutura moderna, atua em química de produtos naturais, farmacologia, nanobiotecnologia e fitoterápicos, e já criou formulações como o nano-urucum, indicado para dores e síndromes metabólicas.
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Um grupo de pesquisadores do Amapá criou duas startups para transformar a biodiversidade da Amazônia em produtos naturais e cosméticos. A primeira atua no desenvolvimento de medicamentos com tecnologia de saúde. A segunda foca na fabricação e comercialização dos produtos.
A ideia surgiu para buscar soluções para doenças que afetam a população brasileira. Pesquisadores do Laboratório de Pesquisas em Fármacos da Universidade Federal do Amapá (Unifap) decidiram aprofundar estudos a partir de plantas medicinais da Amazônia, prática já utilizada por povos originários.
Os testes realizados verificaram o potencial farmacêutico e a capacidade de produção em escala industrial. O doutorando em Inovação Farmacêutica, Abrahão Tavares, explicou como funciona essa etapa:
Os estudos são realizados a partir de plantas medicinais da Amazônia, prática já utilizada por povos originários — Foto: Reprodução
O processo inclui seleção e rastreabilidade do insumo, parcerias com produtores, extração vegetal avançada, formulações farmacêuticas e cosméticas, testes laboratoriais, validação científica e preparação de registros sanitários no Brasil e em mercados internacionais.
O farmacêutico Heitor Silva destacou a importância da aproximação com comunidades tradicionais:
“Esse contato é fundamental para valorizar o conhecimento popular. A partir disso, transformamos a matéria-prima em extrato vegetal e, posteriormente, em formulações inéditas no mercado”, afirmou.
Atualmente, a empresa está em fase de expansão e estruturação regulatória internacional, com foco na exportação para América Latina, Estados Unidos e Europa. A produção deve começar em abril de 2026, com apoio de investimento externo.
O CEO da startup, Frank Portela, afirmou que o objetivo é alcançar impacto mundial:
“Estamos olhando para o mercado internacional com viés de biotecnologia da Amazônia, gerando pesquisa e desenvolvimento. Já estudamos produtos para combate ao câncer, reumatismo e saúde sexual”, disse.
Empresa busca exportação para América Latina, Estados Unidos e Europa — Foto: Reprodução
Apesar dos avanços, há desafios. A doutoranda em Inovação Farmacêutica, Aline Lopes, explicou que muitas plantas não estão disponíveis em grandes quantidades:
“Existem espécies que não podem ser usadas em larga escala. Além disso, muitos bioativos são sensíveis, o que dificulta o processo”, disse.
Aline Lopes, estudante de doutorado em inovação farmacêutica da Unifap, no Amapá — Foto: Aline Lopes/Arquivo Pessoal
Os fármacos já despertam interesse do mercado estrangeiro. A intenção é exportar tecnologia e produtos de saúde natural com alto valor agregado, e não apenas matéria-prima. A startup tem parceria com o Laboratório de Pesquisas em Fármacos da Unifap, liderado pelo professor José Carlos Tavares.
O LPFar desenvolve novos medicamentos baseados na biodiversidade amazônica e no conhecimento popular, com foco em doenças que afetam a população brasileira. Com infraestrutura moderna, atua em química de produtos naturais, farmacologia, nanobiotecnologia e fitoterápicos, e já criou formulações como o nano-urucum, indicado para dores e síndromes metabólicas.
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