Com 53 casos casos e oito mortes confirmadas pelo país até quarta-feira (14) pelo Ministério das Saúde, a febre maculosa aos poucos vem preocupando a população. O Paraná confirmou o primeiro caso da doença em 2023 nesta quarta e a Secretaria Estadual da Saúde logo emitiu uma nota de alerta, dizendo que monitora a doença no Estado. Símbolo de Curitiba, as capivaras são hospedeiras do vetor desta doença. Há risco?
A doença – que causa febre, dor muscular, dor de cabeça e náuseas – não é transmitida diretamente entre pessoas pelo contato. A febre maculosa é causada pela bactéria rickettsia, transmitida pela picada de carrapatos do gênero amblyomma. O quadro é agravado com náuseas e vômitos, diarreia e dor abdominal, dor muscular constante, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés, gangrena nos dedos e orelhas. Nos casos mais graves, pode haver paralisia, começando nas pernas e subindo até os pulmões, causando parada respiratória.
Pequeno e aparentemente inofensivo, o carrapato é um parasita bastante comum no Brasil. Em Curitiba, um símbolo da cidade é um dos principais hospedeiras do aracnídeo. As capivaras carregam carrapatos que podem portar a bactéria rickettsia. Os roedores, então, são um risco? Especialista esclarece.