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Setor produtivo comemora acordo Mercosul-UE

O setor produtivo nacional já comemora o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, negociado ao longo de mais de duas décadas e avalizado...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/01/2026 às 16:41 · Atualizado há 2 dias
Setor produtivo comemora acordo Mercosul-UE
Foto: Reprodução / Arquivo

O setor produtivo nacional já comemora o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, negociado ao longo de mais de duas décadas e avalizado pelo Conselho Europeu nesta sexta-feira (9).

A ideia do Mercosul é marcar para a próxima semana a reunião entre a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e os líderes sul-americanos para assinar o tratado negociado há 26 anos.

A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), afirmou ver a aprovação com “entusiasmo”.

Após mais de duas décadas de negociações, a decisão de uma maioria qualificada de países do bloco europeu sela um compromisso histórico que integra dois dos maiores mercados do mundo, criando uma rede de conexões que soma mais de 700 milhões de pessoas e um PIB combinado superior a US$ 20 trilhões

— diz a confederação.

O Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) afirmou que o acordo deve beneficiar principalmente o segmento de cafés industrializados brasileiros.

Além da melhoria em volume e receita com as exportações, outro fator que será relevante é o potencial aumento dos investimentos nas indústrias de cafés industrializados no Brasil, sendo esse um ponto de geração de empregos e renda nas regiões dessas fábricas

— disse.

Já a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) avalia que o tratado mudará “substancialmente” a forma com que as empresas do Mercosul e da UE fazem negócios, importam, exportam e investem entre si.

A ABPA, (Associação Brasileira de Proteína Animal), afirmou que o acordo representa um avanço “relevante” para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos.

A Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) também avaliou positivamente o tratado.

O acordo representa uma oportunidade concreta de reposicionar a indústria química brasileira em cadeias globais de maior valor agregado. Ele amplia o acesso a mercados, incentiva o intercâmbio tecnológico e cria um ambiente mais previsível e moderno para investimentos, especialmente em áreas como bioeconomia, química de base renovável e energia limpa

— afirma André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Abiquim.

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