Publicidade
Capa / Brasil

Por que seguir rio, como fez jovem que se perdeu no Pico Paraná, não é opção mais segura?

Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, ficou cinco dias perdido no Pico Paraná.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/01/2026 às 04:25 · Atualizado há 5 dias
Por que seguir rio, como fez jovem que se perdeu no Pico Paraná, não é opção mais segura?
Foto: Reprodução / Arquivo

Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, ficou cinco dias perdido no Pico Paraná.

Ele andou cerca de 20 quilômetros até chegar a uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina, na segunda-feira (5).

De acordo com o Corpo de Socorro em Montanha (COSMO), seguir o curso de rios, como fez o jovem, não é uma estratégia segura.

Mapa mostra trecho percorrido por jovem que se perdeu no Pico Paraná

Seguir o curso de rios, como fez o jovem Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, que ficou cinco dias perdido no Pico Paraná, não é a estratégia mais segura, segundo o Corpo de Socorro em Montanha (COSMO). Veja dicas abaixo.

De acordo com Caius Marcellus, coordenador de Comunicação do COSMO, seguir o rio apresenta riscos elevados, principalmente por causa da dinâmica das chuvas. A orientação, segundo ele, é parar de se locomover quando perceber que saiu da trilha e está perdido. Isso facilita o trabalho das equipes de resgate.

Roberto desapareceu no dia 1º de janeiro. Perdido por cinco dias, ele andou cerca de 20 quilômetros seguindo o rio Cacatu até chegar a uma fazenda, em Antonina, na segunda-feira (5), onde pediu um celular emprestado, ligou para a irmã e comunicou que estava vivo. Veja trajeto percorrido por ele no vídeo acima.

Ele seguiu o curso do rio e, em um dos pontos, precisou pular uma cachoeira, outra medida arriscada.

Caius ressalta que o cadastro obrigatório na entrada de parques também é um item fundamental de segurança, pois permite aos gestores dos espaços saber quantas pessoas entraram, onde estão e qual é a data prevista de retorno. Caso os visitantes não retornem dentro do prazo informado, as primeiras medidas podem ser tomadas, o que ajuda a agilizar eventuais operações de resgate.

Jovem se perdeu na trilha do Pico Paraná e passou cinco dias sozinho na mata. — Foto: Bruno Fávaro/RPC

No sábado (3), enquanto Roberto ainda estava perdido, a Polícia Civil passou a investigar o desaparecimento após a abertura de um Boletim de Ocorrência pela família de Roberto Tomaz, que mora em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Na ocasião, o delegado Glaison Lima Rodrigues colheu depoimento da jovem que acompanhava Roberto na trilha, além de outros montanhistas que o encontraram no caminho e familiares dele.

Segundo o delegado, as investigações apontaram que não houve nenhum tipo de infração penal, nem omissão de socorro.

Mapa mostra caminho percorrido por jovem que se perdeu no Pico Paraná — Foto: Reprodução/RPC

Roberto iniciou a trilha do Pico Paraná no dia 31 de dezembro, acompanhado de uma amiga, com o intuito de ver o primeiro nascer do sol de 2026 no ponto mais alto do Sul do país. Após subirem o Pico Paraná, descansarem e encontrarem outros dois grupos no cume, Roberto e a amiga iniciaram a descida com um dos grupos por volta das 6h30 do dia 1º.

Com 1.877 metros de altitude, o Pico Paraná fica a cerca de 90 km de Curitiba e o nível de dificuldade da subida é considerado alto. Incluindo ida e volta, a trilha dura em torno de 13 horas.

Em um ponto anterior ao acampamento, Roberto se separou do grupo. Momentos depois, segundo os bombeiros, o segundo grupo iniciou a descida, passou pelo ponto onde a vítima tinha ficado, mas não encontrou com ele.

Jovem de 19 anos desapareceu enquanto fazia uma trilha no Pico Paraná — Foto: Reprodução

O analista jurídico Fabio Sieg Martins estava em um dos grupos de montanhistas que encontrou Roberto e a amiga na trilha. Ele conta que acionou os bombeiros ao chegar ao acampamento que fica na base do morro e perceber que o rapaz não tinha mais sido visto.

As buscas por Roberto começaram ainda no dia 1º de janeiro, por volta das 13h45 e envolveram bombeiros, voluntários e recursos diversos, como drones, rapel e câmeras térmicas.

Desde o acionamento, procuraram pelo rapaz equipes do GOST, voluntários, uma equipe de montanhistas do Corpo de Socorro em Montanha (Cosmo) e corredores de montanha do Clube Paranaense de Montanhismo (CPM).

Depois que buscou ajuda na fazenda, Roberto foi levado para o Hospital Municipal de Antonina, onde fez exames médicos e passou por procedimentos para reidratação. Ele recebeu alta hospitalar na tarde de terça-feira (6) e foi recebido em casa com uma festa surpresa.

Infográfico: trajeto percorrido por jovem que desapareceu no Pico Paraná — Foto: g1

De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

Quais produtos devem ficar mais baratos após acordo Mercosul-UE

Quatro fundos investigados por elo com o PCC aparecem em suspeita de fraude do Master

Vereador procurado para atacar o BC diz que empresa apontou Vorcaro como contratante

Vorcaro diz ao STF que não participou de ataques ao BC e pede investigação

Entenda o que acontece com o ‘devedor contumaz’ com nova lei

Conselho de Segurança da ONU terá reunião de emergência sobre a Ucrânia na segunda

Na sexta-feira (9), a Rússia realizou um ataque com mísseis com capacidade nuclear. Ao menos 4 morreram e 22 ficaram feridos.

1º ciclone extratropical do ano leva chuvas fortes ao estados do sul

Renovação automática da CNH exige pontos e infrações zeradas; entenda

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade