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PMI: Crescimento da zona do euro tem trimestre mais forte desde 2023

A economia da zona do euro expandiu a um ritmo mais lento no mês ⁠passado, mas encerrou 2025 com o crescimento ‍trimestral mais forte em mais de dois anos um...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/01/2026 às 10:26 · Atualizado há 2 dias
PMI: Crescimento da zona do euro tem trimestre mais forte desde 2023
Foto: Reprodução / Arquivo

A economia da zona do euro expandiu a um ritmo mais lento no mês ⁠passado, mas encerrou 2025 com o crescimento ‍trimestral mais forte em mais de dois anos uma vez que o impulso dos serviços compensou a contração no setor industrial, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (6).

Embora a atividade industrial tenha encolhido, o crescimento persistente nos serviços manteve o bloco em uma expansão estável no ano passado, mesmo diante das tarifas dos Estados Unidos sobre as importações europeias.

O PMI (Índice ​de Gerentes de Compras) Composto ⁠final do HCOB para o bloco, compilado pela S&P Global e visto ‌como um bom indicador da saúde econômica geral, diminuiu para 51,5 em dezembro, em comparação com o nível mais alto em ⁠30 meses registrado em novembro de 52,8 e abaixo da preliminar de ‌51,9.

Esse ‍resultado acima da marca de 50 que separa o crescimento da contração significa que ‍a economia expandiu em todos os meses em 2025, uma sequência que não era vista desde 2019. A leitura média de 52,3 do PMI no quarto trimestre foi a mais alta ⁠desde o segundo trimestre de 2023.

Nesse cenário, é provável que o crescimento do PIB tenha acelerado

— disse Cyrus de la Rubia, economista-chefe do Hamburg Commercial Bank.

Em 2026, o setor de serviços deve permanecer em uma ‌trajetória de crescimento moderado. O setor industrial ​provavelmente se beneficiará da maior demanda por equipamentos de defesa e máquinas de construção... Como resultado, o crescimento ⁠econômico bem acima de 1% deve ser possível novamente, mas certamente não é esmagador.

Os novos pedidos expandiram pelo quinto mês consecutivo, mas pelo ritmo mais fraco desde setembro, com o setor industrial mostrando uma redução mais rápida nos novos pedidos de fábrica, enquanto as empresas de serviços relataram um crescimento mais suave nas vendas.

O índice de atividade de negócios de serviços caiu para 52,4 em relação ao nível mais alto ⁠em dois anos e meio registrado em novembro, de 53,6.

Enquanto isso, a inflação de custo de insumos acelerou para o nível mais alto em nove meses, com a intensificação das ⁠pressões de preços em ambos os setores, embora a inflação de preços de produção tenha permanecido inalterada em relação a novembro.

O Banco Central Europeu continua a monitorar a inflação de serviços muito de perto... e com razão, porque a inflação dos custos nesse setor aumentou novamente em dezembro

— acrescentou de la ​Rubia.

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